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	<title>Entrevistas Archives - My Cardiologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Cardiologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças cardiovasculares</description>
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	<title>Entrevistas Archives - My Cardiologia</title>
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		<title>Diabetes e risco cardiovascular: superar a visão glucocêntrica para um melhor controlo lipídico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:02:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para João Filipe Raposo, diretor clínico da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), as “Conversas com Evidência – Tertúlia da Revista Portuguesa de Cardiologia”, com o tema “Fechar o gap do c-LDL: lições da subanálise portuguesa do SANTORINI”, serviu para reforçar a necessidade de abandonar o foco exclusivo no controlo glicémico na pessoa com [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Para <strong>João Filipe Raposo</strong>, diretor clínico da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), as “Conversas com Evidência – Tertúlia da Revista Portuguesa de Cardiologia”, com o tema “Fechar o <em>gap</em> do c-LDL: lições da subanálise portuguesa do SANTORINI”, serviu para reforçar a necessidade de abandonar o foco exclusivo no controlo glicémico na pessoa com diabetes <em>mellitus</em>. Em declarações à News Farma, o endocrinologista e investigador principal do estudo SANTORINI-Europe argumenta que é urgente combater a visão glucocêntrica da diabetes, uma vez que a maioria das complicações está associada a múltiplos fatores de risco cardiovascular, em que a dislipidemia desempenha um papel fulcral. A consciencialização de que “controlar a diabetes também implica controlar colesterol e tensão arterial” é, na sua visão, um passo essencial para a proteção destes doentes. Assista ao vídeo.</p>



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<iframe title="Diabetes e risco cardiovascular: superar a visão glucocêntrica para um melhor controlo lipídico" src="https://player.vimeo.com/video/1192220121?h=7f58ae2381&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">João Filipe Raposo salienta que os números do controlo lipídico em Portugal “não são fantásticos” e que é imperativo ser “mais intensivo e mais cedo”. Segundo o especialista, muitas vezes os valores-alvo não são atingidos porque os doentes “estão a fazer uma terapêutica com estatinas” ou com algum outro fármaco que tenha uma baixa eficácia, ou apresentam intolerância às mesmas. Para estes casos, o endocrinologista sublinha a utilidade do ácido bempedoico como uma ferramenta eficaz que deve constar no “armamentário terapêutico” para ajudar as pessoas com diabetes a atingirem os seus valores-alvo e que não o conseguem fazer com as abordagens convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos mais relevantes sublinhados por João Filipe Raposo foi o perfil de segurança do fármaco do ponto de vista do perfil glicémico do doente. O clínico afirma que o ácido bempedoico “não aumenta o risco das pessoas que estão em pré-diabetes avançarem para a diabetes, nem agrava o controlo metabólico das pessoas com diabetes”. Esta ausência de impacto negativo no metabolismo da glicose posiciona o ácido bempedoico como uma opção com um perfil de segurança favorável para ajudar a atingir os valores-alvo de c-LDL, garantindo uma abordagem mais abrangente na prevenção de complicações cardiovasculares nas pessoas com diabetes.</p>
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		<title>A importância da terapêutica combinada: lições do estudo SANTORINI-Europe em Portugal</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/a-importancia-da-terapeutica-combinada-licoes-do-estudo-santorini-europe-em-portugal/220287/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:31:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No rescaldo das “Conversas com Evidência – Tertúlia da Revista Portuguesa de Cardiologia”, subordinada ao tema “Fechar o gap do c-LDL: lições da subanálise portuguesa do SANTORINI”, Carlos Aguiar, cardiologista no Hospital de Santa Cruz (ULS Lisboa Ocidental), analisa os desafios da implementação da evidência científica no controlo lipídico em solo português. À News Farma, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No rescaldo das “Conversas com Evidência – Tertúlia da Revista Portuguesa de Cardiologia”, subordinada ao tema “Fechar o <em>gap</em> do c-LDL: lições da subanálise portuguesa do SANTORINI”, <strong>Carlos Aguiar</strong>, cardiologista no Hospital de Santa Cruz (ULS Lisboa Ocidental), analisa os desafios da implementação da evidência científica no controlo lipídico em solo português. À News Farma, o coordenador nacional do estudo sublinhou que, apesar da robustez das recomendações europeias, o fosso entre as <em>guidelines</em> e a prática clínica real continua a ser um obstáculo crítico, especialmente no que toca à subutilização de estratégias que combinam diferentes classes farmacológicas para atingir os alvos de c-LDL. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A urgência da terapêutica combinada: lições do estudo SANTORINI-Europe em Portugal" src="https://player.vimeo.com/video/1192220122?h=8973996d56&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Carlos Aguiar destaca com preocupação que a monoterapia com estatinas “continua a ser a forma mais prevalente de tratamento do c-LDL”, mesmo quando se sabe que a maioria dos doentes não atinge o controlo sem uma abordagem terapêutica mais abrangente. Por outro lado, o especialista reforça a “boa notícia” trazida pelos dados nacionais do SANTORINI-Europe: “Quando utilizamos combinações terapêuticas para baixar o c-LDL, temos muito maior percentagem de pessoas a atingir os alvos”. Para o cardiologista, é fundamental combater a inércia, garantindo que “a evidência não fica no papel e que seja transposta para a prescrição ao doente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito às estratégias terapêuticas inovadoras, Carlos Aguiar explica que o ácido bempedoico oferece uma redução do c-LDL adicional de cerca de 20%, sendo uma ferramenta vital num contexto em que a maioria dos doentes está fora do alvo. Este fármaco já faz parte do arsenal disponível, existindo “em associação com a ezetimiba para pessoas que sejam intolerantes às estatinas”, ou para quem tolera a dose máxima, mas não atinge o valor-alvo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A rapidez na otimização do tratamento é particularmente crucial em doentes de muito alto risco cardiovascular, especialmente os que sofreram recentemente uma síndrome coronária aguda, em que a abordagem terapêutica deve seguir o lema “<em>strike early and strike strong</em>”. Carlos Aguiar alerta que estes doentes “têm eventos nos primeiros meses a seguir a terem alta, às vezes fatais”, o que invalida uma postura expectante de testar a estatina em monoterapia. A solução passa assim por “atacar logo com uma combinação de dois fármacos como terapêutica inicial” e desenhar estratégias locais com equipas multidisciplinares que englobem também enfermeiros e farmacêuticos, para “entender onde podem estar mais barreiras” à adesão junto da população.</p>
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		<title>Aterosclerose: o futuro debate-se em Tróia</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/aterosclerose-o-futuro-debate-se-em-troia/220282/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:12:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente do XXXIII Congresso Português de Aterosclerose, Rodrigo Leão, convida a comunidade médica a participar no evento que acontece, de 15 a 17 de outubro, no Centro de Congressos de Tróia. Sob o mote “Novos Rumos, Novos Horizontes”, a iniciativa da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose propõe uma reflexão alargada sobre prevenção e tratamento da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O presidente do XXXIII Congresso Português de Aterosclerose, <strong>Rodrigo Leão</strong>, convida a comunidade médica a participar no evento que acontece, de 15 a 17 de outubro, no Centro de Congressos de Tróia. Sob o mote “Novos Rumos, Novos Horizontes”, a iniciativa da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose propõe uma reflexão alargada sobre prevenção e tratamento da doença cardiovascular. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="RODRIGO LEÃO_STDp4 (1)" src="https://player.vimeo.com/video/1203402339?h=0da4e55545&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na mensagem dirigida aos profissionais, Rodrigo Leão sublinha a importância da ação conjunta: cada avanço conta e pode redefinir o percurso clínico dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pretendemos abrir novos caminhos na prevenção e no tratamento da doença cardiovascular. E porque cada passo conta, e porque podemos juntos definir um novo futuro na doença cardiovascular, esperamos por vocês”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O congresso pretende afirmar-se como espaço de partilha científica e construção de novas respostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações <a href="https://spaterosclerose.org/">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Terapêutica de combinação na otimização do perfil lipídico em doentes de risco elevado</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/terapeutica-de-combinacao-na-otimizacao-do-perfil-lipidico-em-doentes-de-risco-elevado/220261/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 11:34:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito da sua participação como palestrante no simpósio satélite promovido pela Daiichi Sankyo, “Repensar a Gestão Lipídica – O Potencial da Terapêutica de Combinação em Doentes com Risco Cardiovascular Alto e Muito Alto”, que se realizou no Congresso Português de Cardiologia 2026, Nuno Bettencourt, cardiologista do Hospital Lusíadas Porto partilhou a sua visão com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito da sua participação como palestrante no simpósio satélite promovido pela Daiichi Sankyo, “Repensar a Gestão Lipídica – O Potencial da Terapêutica de Combinação em Doentes com Risco Cardiovascular Alto e Muito Alto”, que se realizou no Congresso Português de Cardiologia 2026, <strong>Nuno Bettencourt</strong>, cardiologista do Hospital Lusíadas Porto partilhou a sua visão com a News Farma, defendendo que a associação de fármacos deve deixar de ser um “plano B” para passar a ser a estratégia inicial em doentes de risco elevado. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="V2_entrevista Nuno Bettencourt - simpósio Daiichi Sankyo" src="https://player.vimeo.com/video/1188196686?h=3573a512e7&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nuno Bettencourt sublinha que a atual dificuldade no controlo lipídico reside no facto de os valores-alvo de c-LDL serem exigentes, o que frequentemente torna a monoterapia insuficiente para alcançar as metas recomendadas. “Nós somos exigentes de acordo com o risco e, portanto, não é fácil atingir alguns alvos de c-LDL”, reconhece o especialista, destacando que o sucesso da estratégia clínica está, portanto, intrinsecamente ligado à escolha de uma abordagem que assegure o cumprimento rigoroso dos parâmetros definidos pelas <em>guidelines</em> internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cardiologista foi particularmente incisivo quanto à necessidade de “evitar a inércia terapêutica”, advertindo que a realidade da prática diária exige rapidez na decisão clínica. O palestrante enfatiza que a manutenção de valores acima das metas estabelecidas representa um risco acumulado que não deve ser negligenciado, afirmando categoricamente que não se deve “deixar passar tempo” à espera de uma resposta à terapêutica que não se concretiza efetivamente. “Se não estamos no alvo, devemos atuar com terapêuticas de associação dupla ou eventualmente tripla”, conclui, reiterando que a proatividade na escalada terapêutica é o pilar fundamental para a redução efetiva do risco cardiovascular.</p>
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		<item>
		<title>Abordagem terapêutica na síndrome coronária aguda: o impacto de um inibidor da PCSK9 de administração semestral no percurso do doente e na Farmácia Hospitalar</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/abordagem-terapeutica-na-sindrome-coronaria-aguda-o-impacto-de-um-inibidor-da-pcsk9-de-administracao-semestral-no-percurso-do-doente-e-na-farmacia-hospitalar/220252/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 10:33:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A abordagem terapêutica na síndrome coronária aguda apresenta desafios complexos na adesão do doente e no controlo contínuo dos valores-alvo de colesterol LDL. Com o recente financiamento de um inibidor da PCSK9 injetável de administração semestral, abrem-se novas possibilidades para a organização dos cuidados e simplificação dos fluxos a nível hospitalar. À News Farma, Paulo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A abordagem terapêutica na síndrome coronária aguda apresenta desafios complexos na adesão do doente e no controlo contínuo dos valores-alvo de colesterol LDL. Com o recente financiamento de um inibidor da PCSK9 injetável de administração semestral, abrem-se novas possibilidades para a organização dos cuidados e simplificação dos fluxos a nível hospitalar. À News Farma, <strong>Paulo Horta Carinha</strong>, diretor dos Serviços Farmacêuticos da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro, explica de que forma esta terapêutica reduz consideravelmente a carga administrativa, liberta recursos valiosos e redefine a articulação multidisciplinar em ambiente hospitalar. Leia a entrevista na íntegra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | De que forma é que o inibidor da PCSK9 semestral pode contribuir para otimizar fluxos, reduzir carga administrativa ou melhorar o percurso do doente com síndrome coronária aguda (SCA)?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Paulo Horta Carinha (PHC) |</strong> A introdução de terapêuticas de administração semestral tem potencial para melhorar significativamente o percurso do doente com SCA, sobretudo em termos organizacionais e de gestão de continuidade de cuidados. Ao reduzir a necessidade de visitas frequentes para titulação ou reforço terapêutico, simplifica-se o seguimento clínico e minimizam-se perdas de adesão terapêutica, um desafio bem conhecido na área do controlo lipídico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista dos fluxos assistenciais, a previsibilidade da administração e o número reduzido de contactos necessários entre doente e sistema tornam o processo mais linear e menos exigente para equipas médicas, de enfermagem e farmacêuticas. Isto traduz-se numa menor carga administrativa associada à reconciliação terapêutica, marcações repetidas e vigilância da adesão. Além disso, permite às equipas focarem-se nos doentes que necessitam de monitorização mais intensiva, aumentando a eficiência global do percurso assistencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Do ponto de vista da farmácia hospitalar, de que maneira a posologia semestral contribui para a eficiência da gestão hospitalar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PHC |</strong> A farmácia hospitalar beneficia de forma muito direta da lógica de administração semestral. A previsibilidade permite:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Planeamento de <em>stock</em> mais eficiente</strong>, com ciclos de consumo mais bem definidos e menor pressão sobre a gestão de encomendas;</li>



<li><strong>Redução do número de dispensas presenciais</strong>, libertando recursos para outras áreas mais críticas e com valor acrescentado;</li>



<li><strong>Simplificação do processo de reconciliação e verificação de adesão</strong>, que deixa de depender de múltiplos contactos ao longo do ano;</li>



<li><strong>Melhor integração do ato de administração em consultas estruturadas</strong>, diminuindo a fragmentação e melhorando a articulação multiprofissional.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reduzir o volume de procedimentos logísticos e administrativos, a farmácia consegue dedicar mais tempo a atividades clínicas e diferenciadas, como a participação em equipas multidisciplinares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por último, o facto de esta molécula não necessitar de quaisquer precauções especiais de conservação, nomeadamente entre 2 e 8°C, é um fator diferenciador, dado o défice estrutural na cadeia de frio que existe nas instituições.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Como pode o farmacêutico hospitalar colaborar com os médicos na implementação desta terapêutica e na monitorização dos resultados?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PHC |</strong> O farmacêutico hospitalar tem um papel cada vez mais estratégico na implementação de terapêuticas inovadoras. Neste caso, a colaboração pode assumir várias dimensões:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Apoio na identificação de doentes elegíveis</strong>, através da análise integrada de dados clínicos, garantindo o cumprimento de critérios e a racionalidade terapêutica;</li>



<li><strong>Educação terapêutica</strong>, explicando ao doente o racional da terapêutica, o esquema de administração e a importância do seguimento – fatores críticos para maximizar o impacto clínico;</li>



<li><strong>Monitorização estruturada de indicadores de efetividade</strong>, incluindo valores lipídicos, ao longo do tempo, e eventuais eventos adversos, gerando evidência de resultados em vida real (<em>Real World Evidence</em> – RWE) que apoie a prática clínica, otimize critérios de elegibilidade e monitorização, e contribua para o planeamento terapêutico. Adicionalmente, abre-se a oportunidade para uma análise sobre o impacto farmacoeconómico;</li>



<li><strong>Articulação com equipas médicas e de enfermagem</strong>, assegurando que o tratamento é administrado de acordo com o calendário previsto e que os fluxos entre especialidades são fluidos;</li>



<li><strong>Organização e planeamento do “Dia do Tratamento”</strong>, havendo foco e profissionalização neste procedimento, com ganhos de eficiência para as equipas envolvidas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os farmacêuticos não são de todo apenas função logística ou de aquisição e assumem claramente uma dimensão de governação clínica, económica e de desempenho institucional.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Doença coronária: o impacto da consulta dedicada e da inovação terapêutica na adesão e no prognóstico dos doentes</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/doenca-coronaria-o-impacto-da-consulta-dedicada-e-da-inovacao-terapeutica-na-adesao-e-no-prognostico-dos-doentes/220248/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 10:24:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito do recente financiamento de um inibidor da PCSK9 injetável de administração semestral, Joana Rodrigues, especialista em Cardiologia na Unidade Local de Saúde de São João, explicou à News Farma que este avanço permite otimizar o tratamento de doentes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida. A especialista fala também sobre o papel das consultas de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A propósito do recente financiamento de um inibidor da PCSK9 injetável de administração semestral, <strong>Joana Rodrigues</strong>, especialista em Cardiologia na Unidade Local de Saúde de São João, explicou à News Farma que este avanço permite otimizar o tratamento de doentes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida. A especialista fala também sobre o papel das consultas de doença coronária, sublinhando que este tipo de seguimento é fundamental para aproveitar a maior suscetibilidade dos doentes para a mudança de hábitos e para reforçar a importância da adesão à terapêutica. Assista aos vídeos.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Entrevista Joana Rodrigues - vídeo 1 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1192195433?h=05e6200b0c&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Convidada a comentar o papel da consulta coronária na abordagem terapêutica de doentes pós-evento cardiovascular (principalmente nos primeiros 12 meses), Joana Rodrigues afirma que se trata, na sua perspetiva, de uma necessidade fundamental para o doente coronário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cardiologista explica que a doença aterosclerótica – na qual se “inclui a doença coronária, a doença cerebrovascular, a doença arterial periférica” – é uma das patologias “que mais mata em Portugal”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós, por cultura, somos um país que, tendencialmente, corremos atrás de um prejuízo. O que é que isto significa? Somos mais reativos do que propriamente preventivos. Lamentavelmente para nós, enquanto população, e também enquanto pessoas que nos dedicamos à área da Saúde”, declara, notando ainda: “Quando os doentes nos chegam, já com enfartes, com insuficiência cardíaca ou com outras patologias estabelecidas do foro aterosclerótico, encontram-se numa janela de oportunidade em que estão mais permeáveis, mais suscetíveis a mudanças”.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Entrevista Joana Rodrigues - vídeo 2 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1192195455?h=d19d833e45&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Em linha com as anteriores considerações, Joana Rodrigues sublinha que um seguimento “mais frequente e estruturado” permite intervir de forma rápida no controlo dos fatores de risco. “A precocidade com que nós intervimos e as estratégias que utilizamos para sermos efetivos nesse controlo, tem impacto no prognóstico porque, quanto mais depressa conseguirmos colocar o doente no alvo, menor é o risco de recorrência de eventos futuros”, assevera, rematando: “Portanto, eu vejo a consulta da doença coronária, sobretudo nesta fase mais precoce, como uma necessidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Joana Rodrigues refere ainda que esta consulta é particularmente crucial quando “está integrada nos programas de reabilitação cardíaca”, devido à “abordagem multidisciplinar” dos mesmos, que inclui diferentes vertentes. “Isto tudo, no fundo, contribui, efetivamente, para que haja uma melhoria do controlo. E por melhoria de controlo de fatores de risco entenda-se também redução do risco de recorrência de eventos”, salienta.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Entrevista Joana Rodrigues - vídeo 3 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1192195434?h=70bbb260e8&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Questionada sobre o tipo de doentes que beneficia do tratamento hipolipemiante com inclisiran, a especialista destaca os que têm “doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, seja qual for o território arterial”. Para Joana Rodrigues, é “extraordinariamente importante” salientar que “estas doenças crónicas, que implicam a toma de medicamentos para toda a vida, levantam um obstáculo que já foi amplamente reconhecido”, com a implementação, inclusive, de um dia assinalado mundialmente (27 de março) para reforçar a sua importância: a adesão à terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a médica defende que o inclisiran, pela sua “comodidade posológica” de três injeções no primeiro ano e duas nos anos seguintes, tem como mais-valia a possibilidade de garantir que o doente adere à terapêutica, funcionando como uma arma terapêutica que ajuda a conseguir alcançar os valores-alvo estabelecidos de colesterol LDL quando a “terapêutica hipolipemiante oral já na dose máxima tolerada” não é suficiente.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Entrevista Joana Rodrigues - vídeo 4 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1192195435?h=bf3603ca1a&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">A cardiologista explica ainda que o facto de o inclisiran ser um medicamento de administração hospitalar por um profissional de saúde deve ser visto como uma “oportunidade para otimizar os fatores de risco cardiovasculares que são modificáveis”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Joana Rodrigues reitera que, após um evento cardiovascular, nos primeiros 6 a 12 meses (fase aguda), o doente “fica mais permeável a que haja intervenção no sentido de modificar o prognóstico do problema” que teve. Contudo, “à medida que o tempo passa” e o doente deixa de estar nesta fase aguda, essa “permeabilidade” vai diminuindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, “cada momento de consulta deverá ser aproveitado para reforçar a importância da adesão à terapêutica” e de uma maior efetividade no alcance dos valores-alvo para o colesterol LDL, pelo que, “num cenário de prevenção secundária, aquilo que a evidência mostra é que: quanto mais baixos os níveis de colesterol LDL, melhor”.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Entrevista Joana Rodrigues - vídeo 5 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1192195714?h=a0f5078ba9&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Joana Rodrigues finaliza, então, reforçando o papel do inclisiran “nesta questão que é fundamental”, a adesão à terapêutica. “É importante que as pessoas tomem os medicamentos. E o inclisiran, pela simplicidade de administração, contribui para um aumento da adesão à terapêutica”, conclui.</p>
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		<title>Dez anos de experiência clínica com um fármaco que mudou a prática clínica e a vida dos doentes</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/dez-anos-de-experiencia-clinica-com-um-farmaco-que-mudou-a-pratica-clinica-e-a-vida-dos-doentes/220230/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 10:54:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A celebração de uma década de evidência científica e a sua transposição para a complexidade da prática clínica diária servem de mote para o lançamento do novo ebook intitulado “10 anos de experiência clínica com edoxabano”. O coordenador científico desta publicação, Victor Machado Gil, explica à News Farma que o projeto nasce para dar resposta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A celebração de uma década de evidência científica e a sua transposição para a complexidade da prática clínica diária servem de mote para o lançamento do novo <em>ebook</em> intitulado “10 anos de experiência clínica com edoxabano”. O coordenador científico desta publicação, <strong>Victor Machado Gil</strong>, explica à News Farma que o projeto nasce para dar resposta às “particularidades” de cada caso real, promovendo uma reflexão que vai além das diretrizes genéricas, com enfoque na personalização do cuidado. Assista ao vídeo da entrevista</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="V2_10 anos de anticoagulação oral direta: a experiência com um fármaco que mudou a prática clínica e a vida dos doentes" src="https://player.vimeo.com/video/1201751264?h=88a95f428c&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">O Prof. Dr. Victor Machado Gil, coordenador do Centro de Risco Cardiovascular e Trombose do Hospital da Luz Torres de Lisboa, destaca que “o aparecimento dos anticoagulantes [orais] diretos marcou uma época totalmente diferente”, resultando numa “muito maior” adesão dos doentes e numa capacidade superior de os tratar corretamente. Neste percurso, o edoxabano é apontado como uma peça fundamental, “baseado num estudo extremamente robusto” e com propriedades que o tornaram “muito atrativo”. Para o especialista, assinalar este aniversário é um marco relevante por estar intrinsecamente ligado às “práticas que, entretanto, mudaram”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>ebook </em>“10 anos de experiência clínica com edoxabano” reúne seis casos clínicos baseados em experiência clínica real com edoxabano e conta com autores de diferentes especialidades médicas. Questionado sobre as mais-valias que esta diversidade traz para a abordagem da fibrilhação auricular e do tromboembolismo venoso, o Prof. Dr. Victor Machado Gil refere que o que está preconizado nas <em>guidelines</em> ou as informações que constam “nas bulas dos medicamentos, toda a gente as sabe”. O verdadeiro desafio reside em aplicar o saber teórico em situações reais com as suas “peculiaridades”. Por isso, na perspetiva do coordenador científico do <em>ebook</em>, esta colaboração entre diferentes especialidades médicas, sejam “cardiologistas mais clínicos”, arritmologistas, especialistas em Medicina Geral e Familiar ou neurologistas, gera uma “diversidade que enriquece várias abordagens da utilização do produto”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Reconhecerem o conceito, compreenderem determinadas particularidades e depois aplicá-las”, estão entre os principais contributos clínicos e orientações práticas que o Prof. Dr. Victor Machado Gil gostaria que os colegas retirassem da leitura destes casos clínicos. A seu ver, “levar as pessoas a refletir é, talvez, o objetivo mais importante”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a News Farma quis saber a opinião do cardiologista sobre o papel dos casos clínicos na formação médica contínua e na partilha de conhecimento entre especialidades. Tal como mencionado pelo Prof. Dr. Victor Machado Gil, “os doentes dos ensaios clínicos nem sempre” são os que se encontram na prática diária. E enquanto estes estudos oferecem “números, médias e conceitos abstratos”, a Medicina de “mundo real” exige que os resultados e “as grandes conclusões” sejam “aplicadas a uma pessoa concreta”. Com um exemplo pragmático, o especialista afirma que um fármaco “fantástico” não serve a um doente que não o consiga deglutir, concluindo que é indispensável ajustar a ciência “aos doentes concretos, no seu universo, no seu mundo e nos seus valores”. “Portanto, os casos clínicos são indispensáveis”, remata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PT/CVD/05/26/0001 – Última atualização em maio de 2026.</p>
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		<title>Novas abordagens nos doentes com DCVA estabelecida reforçam a importância de uma redução precoce e sustentada do C-LDL</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/novas-abordagens-nos-doentes-com-dcva-estabelecida-reforcam-a-importancia-de-uma-reducao-precoce-e-sustentada-do-c-ldl/220223/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 10:42:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gestão do colesterol LDL (C-LDL) em doentes com doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA) estabelecida entrou numa nova era em Portugal, com o financiamento de uma terapêutica hipolipemiante de administração semestral. Esta mudança de paradigma permite responder à necessidade de uma abordagem “mais rápida e mais precoce” para reduzir o risco de novos eventos, especialmente no [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A gestão do colesterol LDL (C-LDL) em doentes com doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA) estabelecida entrou numa nova era em Portugal, com o financiamento de uma terapêutica hipolipemiante de administração semestral. Esta mudança de paradigma permite responder à necessidade de uma abordagem “mais rápida e mais precoce” para reduzir o risco de novos eventos, especialmente no período crítico que sucede um primeiro episódio cardiovascular (CV). A News Farma conversou com <strong>António Ferreira</strong>, cardiologista no Hospital de Santa Cruz (ULS Lisboa Ocidental), sobre a importância de atingir metas ambiciosas de forma sustentada e o papel crucial da inovação no reforço da adesão terapêutica. Confira as declarações em vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Entrevista António Ferreira - vídeo 1 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1179548243?h=1754340344&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">António Ferreira sublinha que, em doentes com DCVA, “a redução precoce e mantida do C-LDL é fundamental”, dada a relação contínua entre a exposição ao C-LDL e o risco de eventos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista reforça a importância da estratégia “<em>the lower, the earlier and the better</em>”, assinalando que atingir um valor inferior a 55 mg/dL de forma célere, baixa o risco CV de forma significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não só é importante atingir o alvo e atingir rapidamente, como é importante mantê-lo ao longo do tempo”, alerta, para salientar que, além da adesão, a persistência é igualmente uma variável determinante para o sucesso do tratamento.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="V2_entrevista António Ferreira - vídeo 2 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1182015061?h=b89509e4c0&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com António Ferreira, dado muitos doentes não atingirem os valores alvo apenas com dieta e com a combinação de estatinas e ezetimiba, o inclisiran “é um fármaco muito bem-vindo ao armamentário terapêutico”. Através de um mecanismo de ação que interfere na “cinética do ciclo de vida do recetor do LDL”, aumentando “o número de recetores do LDL disponíveis à superfície das células do hepatócito”, esta terapêutica consegue <strong>uma redução adicional de cerca de 50% nos níveis do C-LDL</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua perspetiva, a grande mais-valia desta inovação terapêutica, agora financiada, é <strong>permitir que “muitos mais doentes estejam nos valores-alvo recomendados”</strong>, garantindo uma “<strong>maior consistência no controlo lipídico ao longo do tempo</strong>”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="V2_entrevista António Ferreira - vídeo 3 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1182015099?h=fbf9534169&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O controlo do C-LDL é descrito pelo especialista não como um <em>sprint</em>, mas como uma maratona, em que manter a motivação do doente é o principal desafio. A realidade clínica mostra que muitos doentes abandonam a medicação meses após um enfarte, o que acarreta elevados custos de saúde e aumenta o risco de novos eventos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, o inclisiran destaca-se pela sua posologia: uma administração subcutânea aos três meses e, posteriormente, semestral, realizada por um profissional de saúde. “A partir do momento que o doente <strong>fica agendado para vir ao hospital de seis em seis meses, isto retira grande parte da questão em relação à adesão terapêutica</strong>”, afirma o Dr. António Ferreira.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="V2_entrevista António Ferreira - vídeo 4 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1182015154?h=756b4e65a7&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o cardiologista reforça a importância da educação do doente, explicando que os valores de referência laboratoriais muitas vezes não estão adequados ao risco individual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diálogo entre médico e doente é uma peça-chave na prescrição de novas opções terapêuticas e, por isso, António Ferreira exemplifica a sua abordagem, referindo que muitos dos doentes “até se sentem valorizados, quando compreendem realmente que estamos a investir na saúde deles e estamos preocupados em baixar o risco cardiovascular”. “A adesão terapêutica a estes fármacos [injetáveis], também da minha experiência, é bastante boa”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conheça em detalhe os benefícios clínicos e a evidência científica de inclisiran <a href="https://www.med-hub.pt/leqvio-produto/?ppwp_ac=eyJwYXNzd29yZCI6IjY4YWYxZTNhNDUwN2IifQ==">aqui</a>.</p>
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		<title>Controlo lipídico na diabetes: a urgência de travar a “tempestade metabólica” e atuar sobre o risco cardiovascular</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/controlo-lipidico-na-diabetes-a-urgencia-de-travar-a-tempestade-metabolica-e-atuar-sobre-o-risco-cardiovascular/220198/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:13:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Coube a&#160;Estevão Pape&#160;moderar a conferência patrocinada pela Tecnimede, “Lower is better for longer: desafios e oportunidades no controlo lipídico na diabetes”, durante o 22.º Congresso Português de Diabetes. Em entrevista à News Farma, o especialista em Medicina Interna e atual presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia destaca a necessidade crítica de integrar o controlo lipídico [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Coube a<strong>&nbsp;Estevão Pape</strong>&nbsp;moderar a conferência patrocinada pela Tecnimede, “Lower is better for longer: desafios e oportunidades no controlo lipídico na diabetes”, durante o 22.º Congresso Português de Diabetes. Em entrevista à News Farma, o especialista em Medicina Interna e atual presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia destaca a necessidade crítica de integrar o controlo lipídico como um pilar fundamental no tratamento da pessoa com diabetes, alertando que a intervenção farmacológica é essencial sempre que as alterações no estilo de vida se revelam insuficientes. Confira as declarações em vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Controlo lipídico na diabetes: a urgência de travar a “tempestade metabólica” e atuar sobre o risco cardiovascular" src="https://player.vimeo.com/video/1173856518?h=0edfca2465&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Estevão Pape lembra que a diabetes é uma doença multissistémica na qual a dislipidemia desempenha um papel importante e que, por isso, a equipa de saúde deve estar permanentemente atenta à situação lipídica, uma vez que o colesterol elevado agrava significativamente o risco cardiovascular global já existente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, o especialista sublinha que estar atento à dislipidemia é tão vital como cuidar da retina, do pé diabético ou do rim da pessoa com diabetes. Além disso, Estevão Pape defende que, quando as alterações no estilo de vida não são suficientes, é necessário intervir farmacologicamente, destacando as vantagens das estratégias combinadas e em particular, da associação em dose fixa de pitavastatina e ezetimiba, que contribui para uma abordagem mais eficaz e simplificada, atendendo à elevada carga terapêutica e complexidade destes doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Face à evidência científica atual, a terapêutica prolongada é considerada fundamental para garantir a proteção do doente. Para Estevão Pape, manter níveis baixos de colesterol ao longo do tempo é a estratégia necessária para prevenir eventos graves, como o enfarte agudo do miocárdio ou outras patologias cardiovasculares.</p>
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		<item>
		<title>Combate à inércia clínica e simplificação terapêutica: os desafios no controlo lipídico na pessoa com diabetes</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/combate-a-inercia-clinica-e-simplificacao-terapeutica-os-desafios-no-controlo-lipidico-na-pessoa-com-diabetes/220193/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 13:55:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mycardiologia.pt/?p=220193</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após a sua participação como palestrante na conferência patrocinada pela Tecnimede, “Lower is better for longer: desafios e oportunidades no controlo lipídico na diabetes”, no âmbito do 22.º Congresso Português de Diabetes,&#160;Ana Gonçalves Ferreira, assistente hospitalar de Endocrinologia no Hospital Garcia de Orta (ULS Almada-Seixal), conversou com a News Farma e abordou as estratégias para [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Após a sua participação como palestrante na conferência patrocinada pela Tecnimede, “Lower is better for longer: desafios e oportunidades no controlo lipídico na diabetes”, no âmbito do 22.º Congresso Português de Diabetes,&nbsp;<strong>Ana Gonçalves Ferreira</strong>, assistente hospitalar de Endocrinologia no Hospital Garcia de Orta (ULS Almada-Seixal), conversou com a News Farma e abordou as estratégias para superar a inércia clínica e a importância de uma nova associação em dose fixa para melhorar a adesão ao tratamento. Assista ao vídeo.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Combate à inércia clínica e simplificação terapêutica: os desafios no controlo lipídico na pessoa com diabetes" src="https://player.vimeo.com/video/1174353983?h=ce0455caec&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">A inércia clínica é um desafio que depende da ação dos profissionais de saúde no dia a dia. Para Ana Gonçalves Ferreira, a complexidade da consulta de diabetes – que exige, por exemplo, atenção à glicemia, tensão arterial e perfil lipídico – pode dificultar a tomada de decisão se não houver uma organização rigorosa por objetivos. “Se pensarmos em fazer tudo, se calhar, depois, não fazemos nada”, reforça, mencionando o potencial papel das ferramentas digitais na gestão destes doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionada sobre as características farmacológicas e metabólicas da pitavastatina que a tornam uma opção preferencial na diabetes, a endocrinologista destaca que esta é uma “estatina pouco diabetogénica”, ou seja, está associada a um “menor número de novos casos” de diabetes. Além disso, “tem um impacto ou neutro ou até ligeiramente favorável na glicemia”, e é “uma estatina, em geral, bem tolerada do ponto de vista de efeitos secundários”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A motivação do doente é outro ponto crítico, uma vez que muitos “melhoram numa fase inicial, após a consulta”, e posteriormente “vão acabando por desistir” do tratamento por diferentes razões. Neste contexto, a disponibilidade de novas ferramentas, como as associações em dose fixa – e em particular, de pitavastatina e ezetimiba, no caso das pessoas com diabetes – revela-se fundamental para o sucesso do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esta associação dupla acaba por conseguir uma redução do LDL que é sobreponível, na dose mais baixa, a uma estatina de alta intensidade. E na dose mais alta, quase chega a ser semelhante a uma estatina de alta intensidade com ezetimiba”, explica Ana Gonçalves Ferreira, acrescentando que esta opção terapêutica permite atingir uma redução de 50% do colesterol LDL, algo fundamental nas pessoas com diabetes que têm um risco cardiovascular “alto ou acima disso”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pegando no conceito da conferência, “Lower is better for longer”, a especialista refere que “os estudos que têm vindo a ser publicados da utilização na prática” de terapêutica combinada mostram que esta estratégia “tem sido mais eficaz a atingir os objetivos e com menos desistência por parte das pessoas”, o que contribui para um controlo lipídico sustentado no tempo. Consequentemente, reduz-se a ocorrência de eventos e a mortalidade, bem como a necessidade de se utilizar doses elevadas de estatinas que induzam “algum tipo de efeito secundário” que leve os doentes a interromper a terapêutica.</p>
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