<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Entrevistas Archives - My Cardiologia</title>
	<atom:link href="https://mycardiologia.pt/category/entrevistas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mycardiologia.pt/category/entrevistas/</link>
	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Cardiologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças cardiovasculares</description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Aug 2026 09:18:58 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>https://mycardiologia.pt/wp-content/uploads/2025/07/cardiologia-1-154x154.png</url>
	<title>Entrevistas Archives - My Cardiologia</title>
	<link>https://mycardiologia.pt/category/entrevistas/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Dislipidemia: identificar precocemente, referenciar adequadamente e tratar até ao alvo</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/dislipidemia-identificar-precocemente-referenciar-adequadamente-e-tratar-ate-ao-alvo/220488/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 09:18:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mycardiologia.pt/?p=220488</guid>

					<description><![CDATA[<p>Apesar de os alvos de colesterol LDL estarem claramente definidos nas recomendações internacionais, a implementação efetiva da estratégia treat-to-target continua a falhar com frequência na prática clínica diária. Isabel Palma, endocrinologista na Unidade Local de Saúde Santo António (Porto), reflete de forma breve sobre como um pequeno RNA de interferência com regime de administração semestral [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/dislipidemia-identificar-precocemente-referenciar-adequadamente-e-tratar-ate-ao-alvo/220488/">Dislipidemia: identificar precocemente, referenciar adequadamente e tratar até ao alvo</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Apesar de os alvos de colesterol LDL estarem claramente definidos nas recomendações internacionais, a implementação efetiva da estratégia <em>treat-to-target</em> continua a falhar com frequência na prática clínica diária. <strong>Isabel Palma</strong>, endocrinologista na Unidade Local de Saúde Santo António (Porto), reflete de forma breve sobre como um pequeno RNA de interferência com regime de administração semestral pode ajudar a ultrapassar os desafios da adesão à terapêutica e a assegurar o cumprimento sustentado das metas lipídicas (<em>treat-to-target</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | A implementação do <em>treat-to-target</em> continua aquém do necessário. Na sua perspetiva, que papel podem desempenhar terapêuticas como inclisiran para ajudar a mudar esta realidade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Isabel Palma (IP) |</strong> Apesar de o conceito de <em>treat-to-target</em> estar bem estabelecido nas recomendações internacionais e de os alvos lipídicos se encontrarem claramente definidos, a estratégia de &#8220;ajustar a terapêutica até atingir o alvo&#8221; continua a falhar com frequência na prática clínica. Como demonstrado nos estudos LATINO, DA VINCI e SANTORINI, uma proporção significativa de doentes permanece sem atingir os objetivos terapêuticos recomendados para o C-LDL.<sup>1-3</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O inclisiran é um pequeno RNA de interferência de cadeia dupla, conjugado na cadeia <em>sense</em> com um resíduo terminal de N-acetilgalactosamina, o que facilita a sua captação seletiva pelos hepatócitos. No interior destas células promove a degradação do RNA mensageiro da PCSK9. Consequentemente, diminui a PCSK9 e aumenta a reciclagem e a expressão dos recetores do LDL na superfície dos hepatócitos, potenciando a captação do C-LDL e reduzindo de forma significativa os seus níveis plasmáticos.<sup>4</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">A eficácia e a segurança do inclisiran foram demonstradas no programa ORION, que incluiu doentes com DCVA estabelecida, doentes com risco CV equivalente ao de doença CV estabelecida e doentes com hipercolesterolemia familiar. Aproximadamente 17% dos participantes apresentavam intolerância às estatinas. Todos os doentes estavam sob terapêutica com a dose máxima tolerada de estatina, isoladamente ou em associação com outras terapêuticas hipolipemiantes, mas mantinham níveis do C-LDL acima dos objetivos recomendados.<sup>4-6</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos doentes tratados com inclisiran, observou-se uma redução do C-LDL de aproximadamente 50-55% aos 90 dias, efeito que se manteve consistente ao longo do seguimento.<sup>4,5,7</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos estudos de vida real de que já dispomos, como o CHOLINET, verificamos reduções do C-LDL de aproximadamente 60% aos 9 meses nos doentes sob terapêutica estatina±ezetimiba, efeito que também se manteve consistente ao longo do seguimento e boa adesão terapêutica ao inclisiran por parte dos doentes.<sup>8</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da sua eficácia, o inclisiran apresenta vantagens relevantes na prática clínica. O regime posológico semestral*, em vez de administração diária, facilita a sua integração em consultas programadas de prevenção CV, permitindo um acompanhamento mais estruturado e contribuindo para uma melhor adesão terapêutica. Além disso, a redução sustentada do C-LDL facilita o cumprimento dos objetivos lipídicos recomendados pelas <em>guidelines</em>, sobretudo em doentes com:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Risco CV muito elevado;</li>



<li>Intolerância ou baixa adesão às estatinas;</li>



<li>Valores do C-LDL persistentemente acima do alvo, apesar de terapêutica otimizada.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, o inclisiran representa uma evolução significativa na gestão da DCVA, ao combinar uma redução robusta e sustentada do C-LDL com um regime de administração semestral. Estas características potenciam a adesão terapêutica e a implementação consistente do tratamento, aumentando a probabilidade de atingir e manter os objetivos lipídicos e, consequentemente, reduzir o risco CV a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">*Na fase de manutenção. Após a primeira administração, Leqvio® é administrado ao fim de 3 meses e, posteriormente, a cada 6 meses.<sup>10</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FA-11729860 B 06/2026</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Consulte o IEC de Leqvio® <a href="https://www.pro.novartis.com/pt-pt/leqvio-iec?hash=539f55050eaaceb64539aa26908f658438a454c823e10ae8ffcbcfe2faccdf66"><strong>aqui</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Sob licença da Anylam Pharmaceuticals.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abreviaturas:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">CV: cardiovascular; C-LDL: colesterol de lipoproteínas de baixa densidade; DCVA: doença cardiovascular aterosclerótica; iPCSK9: inibidor da pró-proteína convertase subtilisina/kexina tipo 9; RNA: <em>ribonucleic acid</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências Bibliográficas:</strong></p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li>Ray KK, et al. EU-Wide Cross-Sectional Observational Study of Lipid-Modifying Therapy Use in Secondary and Primary Care: the DA VINCI study. Eur J Prev Cardiol. 2021;28:1279-1289.</li>



<li>Ray KK, et al. Treatment gaps in the implementation of LDL cholesterol control among high- and very high-risk patients in Europe between 2020 and 2021: the multinational observational SANTORINI study. Lancet Reg Health Eur. 2023 Apr 5;29:100624.</li>



<li>Gaviña C, et al. Cardiovascular Risk Profile and Lipid Management in the Population-Based Cohort Study LATINO: 20 Years of Real-World Data. J Clin Med. 2022 Nov 18;11(22):6825.</li>



<li>Resumo das Características do Medicamento LEQVIO® (inclisiran), última revisão 07/2025.</li>



<li>Ray KK, et al. Two Phase 3 Trials of Inclisiran in Patients with Elevated LDL Cholesterol. N Engl J Med. 2020 Apr 16;382(16):1507-1519.</li>



<li>Wright RS, et al. Pooled safety and efficacy of inclisiran in patients with statin intolerance (ORION-10 and ORION-11), European Heart Journal, Volume 41, Issue Supplement_2, November 2020, ehaa946.3009.</li>



<li>Wright RS, et al. Inclisiran administration potently and durably lowers LDL-C over an extended-term follow-up: the ORION-8 trial. Cardiovasc Res. 2024 Oct 14;120(12):1400-1410.</li>



<li>Gargiulo P, et al. Real-World Efficacy and Safety of Inclisiran: A Single-Country, Multicenter, Observational Study (CHOLINET Registry). J Am Coll Cardiol. 2025 Feb 11;85(5):536-540.</li>
</ol>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/dislipidemia-identificar-precocemente-referenciar-adequadamente-e-tratar-ate-ao-alvo/220488/">Dislipidemia: identificar precocemente, referenciar adequadamente e tratar até ao alvo</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;A verdadeira revolução é a forma de pensar a Cardiologia&#8221;</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/a-verdadeira-revolucao-e-a-forma-de-pensar-a-cardiologia/220449/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 11:41:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mycardiologia.pt/?p=220449</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nas 16.ªs Challenges in Cardiology, a inovação não assenta na apresentação de novas evidências, mas na forma como estas são integradas na prática clínica. O presidente do encontro, o cardiologista João Morais, explica que o conceito de &#8220;revolução cardio&#8221; pretende desafiar os profissionais a reorganizar o pensamento sobre temas centrais da Medicina Cardiovascular. Veja a [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/a-verdadeira-revolucao-e-a-forma-de-pensar-a-cardiologia/220449/">&#8220;A verdadeira revolução é a forma de pensar a Cardiologia&#8221;</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nas 16.ªs <em>Challenges in Cardiology</em>, a inovação não assenta na apresentação de novas evidências, mas na forma como estas são integradas na prática clínica. O presidente do encontro, o cardiologista <strong>João Morais</strong>, explica que o conceito de &#8220;revolução cardio&#8221; pretende desafiar os profissionais a reorganizar o pensamento sobre temas centrais da Medicina Cardiovascular. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="JOÃO MORAIS (3)" src="https://player.vimeo.com/video/1208762679?h=ce45d6f885&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O objetivo não é trazer grandes novidades científicas, mas promover novas formas de olhar para problemas que já conhecemos&#8221;, afirma. Obesidade, vacinação na doença cardiovascular e outros temas transversais foram abordados de forma estruturada por especialistas reconhecidos, incentivando uma reflexão crítica sobre a prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dos pilares das jornadas continua a ser a apresentação de casos clínicos, introduzida durante a pandemia de COVID-19. A diversidade é assumida como uma mais-valia, reunindo situações relacionadas com Cardio-Oncologia, infeções ou síndrome coronária aguda. Mais do que relatar casos invulgares, cada apresentação termina com mensagens práticas para a atividade assistencial, incluindo erros, dificuldades e aprendizagens. Posteriormente, os casos ficam disponíveis na plataforma do congresso, constituindo um recurso de consulta e formação contínua para a comunidade cardiovascular.</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/a-verdadeira-revolucao-e-a-forma-de-pensar-a-cardiologia/220449/">&#8220;A verdadeira revolução é a forma de pensar a Cardiologia&#8221;</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mais de metade dos doentes com diabetes falham metas de LDL</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/mais-de-metade-dos-diabeticos-falham-metas-de-ldl/220390/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mycardiologia.pt/?p=220390</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mais de metade dos doentes com diabetes tipo 2 seguidos numa unidade de saúde familiar não atingiam os valores-alvo de LDL-C, apesar do reconhecido risco cardiovascular acrescido desta população. O dado resulta de um estudo português publicado na Revista Portuguesa de Cardiologia, que indica falhas de prescrição, subutilização terapêutica e barreiras económicas. Em entrevista, o [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/mais-de-metade-dos-diabeticos-falham-metas-de-ldl/220390/">Mais de metade dos doentes com diabetes falham metas de LDL</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Mais de metade dos doentes com diabetes tipo 2 seguidos numa unidade de saúde familiar não atingiam os valores-alvo de LDL-C, apesar do reconhecido risco cardiovascular acrescido desta população. O dado resulta de um estudo português publicado na <em>Revista Portuguesa de Cardiologia</em>, que indica falhas de prescrição, subutilização terapêutica e barreiras económicas. Em entrevista, o coautor do estudo <strong>André Cunha</strong>, especialista em Medicina Geral e Familiar da USF Renascer, explica os principais sinais de alerta. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ANDRÉ CUNHA" src="https://player.vimeo.com/video/1187383460?h=0de9d25586&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o médico, não há uma causa única. Há doentes sem qualquer terapêutica hipolipemiante, incluindo pessoas classificadas de risco alto e muito alto, e há outros medicados com estatinas de intensidade insuficiente para atingir as metas recomendadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho avaliou 245 pessoas com diabetes entre os 40 e os 69 anos. Em 59,2% dos casos, o LDL-C estava acima do alvo. Entre estes doentes, 27,6% não recebiam qualquer terapêutica redutora de lípidos. Apenas 9% estavam tratados com estatinas de alta intensidade, isoladas ou associadas a ezetimiba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para André Cunha, existe também um problema de adesão: persistem mitos sobre as estatinas, alimentados por fontes pouco credíveis, que levam alguns doentes a recusar tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro obstáculo é o custo. Na opinião do médico, a terapêutica combinada nem sempre é comportável, obrigando muitas vezes à prescrição separada dos fármacos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">56,7% dos utentes com diabetes tipo 1 avaliados pelo SCORE2-Diabetes foram classificados num nível de risco cardiovascular inferior ao atribuído pelo SCORE, um resultado “inesperado” e, garante André Cunha, inédito neste contexto. Ao contrário do que aconteceu em estudos com população não diabética, nos quais a transição do SCORE para o SCORE2 levou tendencialmente a reclassificações para níveis de risco superiores, neste caso verificou-se o oposto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conclusão reforça a importância de calcular o risco cardiovascular com ferramentas adequadas e específicas para pessoas com diabetes antes de definir terapêuticas. Esse passo deve integrar a prática clínica regular, permitindo envolver melhor os doentes na gestão da doença e ajustar de forma progressiva a terapêutica hipolipemiante até atingir os objetivos recomendados pelas guidelines mais recentes.</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/mais-de-metade-dos-diabeticos-falham-metas-de-ldl/220390/">Mais de metade dos doentes com diabetes falham metas de LDL</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A experiência do VICTORION-2 PREVENT na otimização da jornada do doente com dislipidemia</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/a-experiencia-do-victorion-2-prevent-na-otimizacao-da-jornada-do-doente-com-dislipidemia/220370/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 10:44:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mycardiologia.pt/?p=220370</guid>

					<description><![CDATA[<p>Filipa Almeida, coordenadora da Unidade de Cuidados Intensivos de Cardiologia e da Unidade de Insuficiência Cardíaca Avançada do Hospital Senhora de Oliveira (ULS do Alto Ave), partilha com a News Farma algumas das aprendizagens obtidas como investigadora do ensaio clínico internacional VICTORION-2 PREVENT e a importância da otimização terapêutica na prevenção secundária. Esta abordagem é [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/a-experiencia-do-victorion-2-prevent-na-otimizacao-da-jornada-do-doente-com-dislipidemia/220370/">A experiência do VICTORION-2 PREVENT na otimização da jornada do doente com dislipidemia</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Filipa Almeida</strong>, coordenadora da Unidade de Cuidados Intensivos de Cardiologia e da Unidade de Insuficiência Cardíaca Avançada do Hospital Senhora de Oliveira (ULS do Alto Ave), partilha com a News Farma algumas das aprendizagens obtidas como investigadora do ensaio clínico internacional VICTORION-2 PREVENT e a importância da otimização terapêutica na prevenção secundária. Esta abordagem é agora potenciada pela viabilização do financiamento em Portugal de uma solução inovadora de administração semestral. Confira as declarações da cardiologista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Entrevista Filipa Almeida - vídeo 1 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1183805506?h=f2ecd2d368&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Filipa Almeida começa por sublinhar que o ensaio clínico VICTORION-2 PREVENT demonstrou a “necessidade de um reforço atempado e devido da terapêutica de base, com estatinas de alta potência em altas doses associadas ao ezetimibe”. Segundo a especialista, são estes doentes que, “depois de terem passado por esse perfil de terapêutica, é que seriam elegíveis para utilização do inibidor da PCSK9, como o inclisiran”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na perspetiva de Filipa Almeida, o controlo do C-LDL deve “ser feito atempadamente” para que se possa “reduzir os eventos cardiovasculares” e o “rigor nos alvos terapêuticos deve ser uma constante” na prática clínica dos cardiologistas, tanto em prevenção secundária como em “prevenção primária dos doentes de muito alto risco”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, reconhece que os alvos são, muitas vezes, difíceis de atingir. Neste ponto, o inclisiran apresenta a vantagem de permitir que “muitos mais doentes atinjam estes alvos terapêuticos”, tendo como grande objetivo a redução de eventos cérebro-cardiovasculares ou de doença arterial periférica, que representam a principal causa de morbilidade e mortalidade em Portugal.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Entrevista Filipa Almeida - vídeo 2 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1183805576?h=3d6f9c5532&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nos doentes de muito alto risco ou extremo risco cardiovascular, reitera Filipa Almeida, “o controlo do perfil lipídico é absolutamente fundamental para evitar novos eventos” e deve ser feito “o mais rapidamente possível e da forma mais agressiva”. Por isso, a cardiologista defende que existem “<em>timings</em> certos, que se situam entre “as quatro a oito semanas depois da otimização da terapêutica de base, para a reavaliação do valor do C-LDL. Se os alvos não forem atingidos neste período, deve acrescentar-se rapidamente outros fármacos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, o inclisiran, com o seu mecanismo de pequeno RNA de interferência e um “perfil posológico tão simples de utilizar”, bem como um perfil de segurança favorável, afirma-se como uma “arma terapêutica muito importante” já disponível “para o tratamento destes doentes de alto risco”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Entrevista Filipa Almeida - vídeo 3 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1183805662?h=ae52a074b5&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a sua experiência clínica com inclisiran, baseada na participação da ULS do Alto Ave no VICTORION-2 PREVENT, Filipa Almeida reforça que esta é uma opção terapêutica “muito eficaz, que vai fazer com que seja possível que mais doentes consigam atingir os valores alvo do C-LDL e, consequentemente, reduzir os eventos cardiovasculares”, estando igualmente associada a eventos adversos raros e geralmente limitados ao local de administração da injeção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o regime posológico muito simples permite que os doentes permaneçam tratados de forma “mais sustentada”, combatendo um dos principais fatores de risco cardiovascular. Para a cardiologista, a possibilidade de colocar mais doentes nos valores-alvo de forma consistente representa o maior valor acrescentado desta terapêutica para reduzir a morbimortalidade no futuro.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Entrevista Filipa Almeida - vídeo 4 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1183805761?h=23ff180e47&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Filipa Almeida, a participação no ensaio clínico VICTORION-2 PREVENT ajudou também a perceber como é que se deveria “otimizar a jornada do doente no tratamento da dislipidemia utilizando o inclisiran”. A médica explica que, embora o regime posológico seja simples, é necessário reforçar a manutenção de medidas higienodietéticas e da terapêutica de base com estatinas de alta potência e ezetimibe.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O contacto semestral para a administração</strong> do fármaco em ambiente hospitalar é descrito como <strong>um “momento ótimo” para o ajuste de hábitos de vida e controlo da dislipidemia</strong>. A especialista destaca ainda o papel fundamental da Enfermagem, revelando que a ULS do Alto Ave instituiu consultas nas quais estes profissionais reforçam as medidas educativas e monitorizam outros fatores de risco, como a diabetes, a hipertensão e a obesidade, tendo um “um papel importante no reforço das medidas higienodietéticas”. “Não podemos deslocar a dislipidemia dos outros fatores de risco cardiovasculares e acho que aqui, a formação da equipa de Enfermagem também é muito importante no controlo devido destes doentes”, remata.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Entrevista Filipa Almeida - vídeo 5 (financiamento Leqvio - Novartis)" src="https://player.vimeo.com/video/1183805865?h=724fef89ef&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na reta final da entrevista, Filipa Almeida explica, então, que a ULS do Alto Ave concluiu recentemente “um protocolo de tratamento e orientação dos doentes com dislipidemia”, que reuniu a Cardiologia e a Medicina Interna – esta última responsável pela consulta de risco cardiovascular – e que visa esclarecer os Cuidados de Saúde Primários sobre o posicionamento das várias terapêuticas e a identificação dos “doentes que realmente beneficiariam de uma orientação para o hospital”, abrindo-lhe, assim, a “a possibilidade de serem tratados com inibidores da PCSK9”, &nbsp;como é o caso do inclisiran.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro objetivo central da implementação deste protocolo foi a “redefinição do risco cardiovascular”, através da introdução de meios como o <em>score</em> de cálcio, e o alerta para o diagnóstico precoce de hipercolesterolemia familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal como referido por Filipa Almeida, a parte hospitalar compreende “os doentes que são elegíveis para tratamento com o inclisiran”, ou seja, “em prevenção secundária com estatina de alta potência, com ou sem ezetimibe, e que não atingem os valores do C-LDL recomendados, seja a redução de 50%, seja o valor de colesterol recomendado para o seu perfil de risco”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A orientação destes doentes em regime de consulta” conta com a intervenção da Enfermagem na educação para as “medidas higienodietéticas e para a administração do fármaco de seis em seis meses, como é o regime posológico do inclisiran”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre a evidência científica e os benefícios clínicos de inclisiran <a href="https://www.med-hub.pt/leqvio-produto/?ppwp_ac=eyJwYXNzd29yZCI6IjY4YWYxZTNhNDUwN2IifQ==">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/a-experiencia-do-victorion-2-prevent-na-otimizacao-da-jornada-do-doente-com-dislipidemia/220370/">A experiência do VICTORION-2 PREVENT na otimização da jornada do doente com dislipidemia</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O risco oculto da adiposidade na doença cardiovascular: tratar a causa e não apenas as complicações</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/o-risco-oculto-da-adiposidade-na-doenca-cardiovascular-tratar-a-causa-e-nao-apenas-as-complicacoes/220356/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:08:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mycardiologia.pt/?p=220356</guid>

					<description><![CDATA[<p>A adiposidade, caracterizada pelo excesso e disfunção dos adipócitos, assume-se atualmente como o “risco remanescente” que a Medicina procurava “há décadas” combater, estando na génese da inflamação sistémica e da resistência à insulina. Em declarações à News Farma durante as 19.as Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular em MGF, Joana Louro, internista na Unidade Local [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/o-risco-oculto-da-adiposidade-na-doenca-cardiovascular-tratar-a-causa-e-nao-apenas-as-complicacoes/220356/">O risco oculto da adiposidade na doença cardiovascular: tratar a causa e não apenas as complicações</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A adiposidade, caracterizada pelo excesso e disfunção dos adipócitos, assume-se atualmente como o “risco remanescente” que a Medicina procurava “há décadas” combater, estando na génese da inflamação sistémica e da resistência à insulina. Em declarações à News Farma durante as 19.<sup>as</sup> Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular em MGF, <strong>Joana Louro</strong>, internista na Unidade Local de Saúde do Oeste, partilha as principais conclusões da sua preleção intitulada “Doenças Crónicas Associadas À Adiposidade”. A especialista alerta para a urgência de uma mudança de paradigma clínico: focar o tratamento na “doença-mãe” em vez de intervir apenas quando as complicações cardiovasculares graves já estão presentes. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="O risco oculto da adiposidade na doença cardiovascular: tratar a causa e não apenas as complicações" src="https://player.vimeo.com/video/1205515380?h=9de9157fea&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Joana Louro explica detalhadamente os mecanismos fisiopatológicos subjacentes, sublinhando que o excesso de adipócitos, tanto em número como em tamanho, atua de forma disfuncional. Esta acumulação anómala traduz-se no desenvolvimento de gordura ectópica visceral e subcutânea, cujo extravasamento lipídico desencadeia uma cascata inflamatória crónica. Segundo a palestrante, todo este processo vai originar inflamação e resistência à insulina. “E são estes dois chavões que vão estar na base deste continuum”, clarifica a especialista, acrescentando que “cada vez mais” se percebe “que é esta adiposidade que, se calhar, é o risco remanescente” que os profissionais de saúde andavam “há décadas à procura”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em linha com as anteriores considerações, Joana Louro traça o percurso que os doentes enfrentam desde os primeiros sinais clínicos até aos desfechos mais graves. O impacto prolongado em múltiplos órgãos e sistemas começa frequentemente com manifestações comuns como a hipertensão arterial e a dislipidemia, progredindo para cenários de doença renal crónica ou insuficiência cardíaca subclínica. Em fases mais avançadas, o processo culmina no estádio 4 da doença, afetando a nível arterial e coronário. “Falar das comorbilidades e das doenças relacionadas com a adiposidade é falar deste dano provocado por esta inflamação e por esta insulinorresistência, motivada por esta adiposidade, em todos os órgãos e sistemas ao longo do tempo”, alerta, lembrando que “é esta carga de doença que leva à mortalidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para contrariar esta tendência, a internista defende a transição urgente para uma estratégia de treat-to-target, à semelhança do que já é prática corrente noutras patologias com metas bem delineadas em termos de valores analíticos. No caso específico da adiposidade, as novas guidelines apontam para alvos terapêuticos muito concretos e mensuráveis, como a obtenção de um índice de massa corporal (IMC) inferior a 27 e de um índice cintura-altura abaixo dos 0,53. “Nós tratamos as complicações porque não estamos a tratar a doença-mãe”, sublinha, mencionando que o controlo rigoroso do índice cintura-altura assumir-se-á, a curto prazo, como o “principal marcador da melhoria do risco cardiovascular” na prática clínica diária.</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/o-risco-oculto-da-adiposidade-na-doenca-cardiovascular-tratar-a-causa-e-nao-apenas-as-complicacoes/220356/">O risco oculto da adiposidade na doença cardiovascular: tratar a causa e não apenas as complicações</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A importância da interligação entre os Cuidados de Saúde Primários e Hospitalares no controlo lipídico</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/a-importancia-da-interligacao-entre-os-cuidados-de-saude-primarios-e-hospitalares-no-controlo-lipidico/220347/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:31:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mycardiologia.pt/?p=220347</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Fechar o gap do C-LDL: lições da subanálise portuguesa do SANTORINI” foi o tema das “Conversas com Evidência – Tertúlia da Revista Portuguesa de Cardiologia”, que decorreu no passado dia 6 de maio. João Francisco Abrantes, médico interno de Medicina Interna na Unidade Local de Saúde de Santa Maria, esteve a assistir e partilhou com [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/a-importancia-da-interligacao-entre-os-cuidados-de-saude-primarios-e-hospitalares-no-controlo-lipidico/220347/">A importância da interligação entre os Cuidados de Saúde Primários e Hospitalares no controlo lipídico</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“Fechar o <em>gap</em> do C-LDL: lições da subanálise portuguesa do SANTORINI” foi o tema das “Conversas com Evidência – Tertúlia da Revista Portuguesa de Cardiologia”, que decorreu no passado dia 6 de maio. <strong>João Francisco Abrantes</strong>, médico interno de Medicina Interna na Unidade Local de Saúde de Santa Maria, esteve a assistir e partilhou com a News Farma que o grande valor deste encontro científico foi promover uma discussão alargada entre diferentes áreas do saber médico, demonstrando que o sucesso na abordagem ao colesterol LDL depende de uma perspetiva partilhada e integrada. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="A importância da interligação entre os Cuidados de Saúde Primários e Hospitalares no controlo lipídico" src="https://player.vimeo.com/video/1192220118?h=44651de650&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">João Francisco Abrantes atribuiu uma importância estratégica à Medicina Geral e Familiar (MGF) classificando-a como “crucial, tanto em termos de prevenção secundária como primária”. Na sua perspetiva, a articulação estreita com os Cuidados de Saúde Primários é o “grande tópico” e o fator “fulcral para poder alcançar outro tipo de valores e resultados numa próxima subanálise portuguesa”. Além disso, o médico interno defende que, embora o foco de cada especialidade esteja muitas vezes na patologia em si, o segredo do sucesso reside no facto de continuarem a “olhar de forma holística para o doente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A encerrar a sua partilha, João Francisco Abrantes aponta o investimento na formação e na literacia em saúde como ferramentas indispensáveis para o futuro, enfatizando que é fundamental “combater a desinformação que vai sempre existir e continuar a educar, não só o doente como o médico”. Esta premissa de educação mútua e contínua, a par da colaboração entre especialidades (como a Cardiologia, a Medicina Interna e a MGF), foi definida pelo médico interno como a “grande mensagem a reter no final” para transformar o futuro da Medicina cardiovascular em Portugal.</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/a-importancia-da-interligacao-entre-os-cuidados-de-saude-primarios-e-hospitalares-no-controlo-lipidico/220347/">A importância da interligação entre os Cuidados de Saúde Primários e Hospitalares no controlo lipídico</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Abordagem holística do risco cardiovascular: o caminho para atingir as metas de C-LDL</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/abordagem-holistica-do-risco-cardiovascular-o-caminho-para-atingir-as-metas-de-c-ldl/220344/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:29:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mycardiologia.pt/?p=220344</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na qualidade de investigador principal do estudo SANTORINI-Europe, Patrício Aguiar trouxe uma perspetiva integradora sobre a gestão de doentes complexos durante as “Conversas com Evidência – Tertúlia da Revista Portuguesa de Cardiologia” com o tema “Fechar o gap do C-LDL: lições da subanálise portuguesa do SANTORINI”. Em entrevista à News Farma, o especialista em Medicina [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/abordagem-holistica-do-risco-cardiovascular-o-caminho-para-atingir-as-metas-de-c-ldl/220344/">Abordagem holística do risco cardiovascular: o caminho para atingir as metas de C-LDL</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Na qualidade de investigador principal do estudo SANTORINI-Europe,<strong> Patrício Aguiar</strong> trouxe uma perspetiva integradora sobre a gestão de doentes complexos durante as “Conversas com Evidência – Tertúlia da Revista Portuguesa de Cardiologia” com o tema “Fechar o <em>gap</em> do C-LDL: lições da subanálise portuguesa do SANTORINI”. Em entrevista à News Farma, o especialista em Medicina Interna da Unidade Local de Saúde de Santa Maria enfatiza, pela natureza da sua especialidade, a necessidade de “olhar sempre para o doente como um todo e para todos os fatores de risco vascular em simultâneo”, uma visão global que define o risco real do indivíduo e obriga a adequar as estratégias terapêuticas para atingir os valores-alvo lipídicos preconizados nas <em>guidelines</em> europeias. Confira o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Abordagem holística do risco cardiovascular: o caminho para o alvo" src="https://player.vimeo.com/video/1192220117?h=de178f11ac&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a sua intervenção, Patrício Aguiar dá particular destaque à hipercolesterolemia familiar, alertando que, embora sejam doentes mais jovens, o risco cardiovascular é “alto ou muito alto” que exigem um controlo apertado. “Doentes que tenham valores de C-LDL acima de 190 mg/dL que não estejam tratados, devemos pensar nesta hipótese diagnóstica para podermos tratar corretamente os doentes”, alerta o especialista, reforçando a importância de manter um índice de suspeição elevado na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Face aos valores-alvo cada vez mais exigentes determinados pelas <em>guidelines</em> internacionais, Patrício Aguiar sublinha que “a terapêutica combinada é a única forma de atingir estes alvos”. Socorrendo-se da evidência, o médico lembra que os dados do SANTORINI demonstram que “só os doentes com terapêutica combinada é que atingiram os alvos de C-LDL”, com taxas de sucesso na ordem dos 40 a 45%, em contraponto com os cerca de 20% conseguidos com as monoterapias. Com o advento de novas armas terapêuticas e estratégias de combinação “dupla, tripla ou até quádrupla”, o especialista defende que hoje “não existe razão para termos os doentes fora de alvo”.</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/abordagem-holistica-do-risco-cardiovascular-o-caminho-para-atingir-as-metas-de-c-ldl/220344/">Abordagem holística do risco cardiovascular: o caminho para atingir as metas de C-LDL</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inibição da miosina cardíaca como tratamento da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva: o impacto real na vida dos doentes</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/inibicao-da-miosina-cardiaca-como-tratamento-da-miocardiopatia-hipertrofica-obstrutiva-o-impacto-real-na-vida-dos-doentes/220334/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:12:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mycardiologia.pt/?p=220334</guid>

					<description><![CDATA[<p>O tratamento da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva (MHO) sintomática ganhou uma nova dimensão com a chegada dos inibidores da miosina cardíaca, uma classe terapêutica que atua diretamente na fisiopatologia da doença. Este foi o foco da palestra de Bruno Rocha, cardiologista na Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, durante o simpósio satélite patrocinado pela Bristol-Myers [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/inibicao-da-miosina-cardiaca-como-tratamento-da-miocardiopatia-hipertrofica-obstrutiva-o-impacto-real-na-vida-dos-doentes/220334/">Inibição da miosina cardíaca como tratamento da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva: o impacto real na vida dos doentes</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O tratamento da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva (MHO) sintomática ganhou uma nova dimensão com a chegada dos inibidores da miosina cardíaca, uma classe terapêutica que atua diretamente na fisiopatologia da doença. Este foi o foco da palestra de <strong>Bruno Rocha</strong>, cardiologista na Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, durante o simpósio satélite patrocinado pela Bristol-Myers Squibb, que se realizou no âmbito da Reunião Anual do Grupo de Estudo de Doenças do Miocárdio e do Pericárdio (GEDMP). Em entrevista à News Farma, o especialista partilha a experiência prática acumulada e o impacto transformador desta abordagem em múltiplos perfis de doentes. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Inibição da miosina cardíaca como tratamento da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva: o impacto real na vida dos doentes" src="https://player.vimeo.com/video/1193572378?h=0e7c08b559&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Bruno Rocha começa por contextualizar o percurso clínico com mavacamten, sublinhando que o fármaco, à altura estava “só disponível em programa de acesso precoce” para doentes “altamente sintomáticos” e em classe funcional III da <em>New York Heart Association </em>(NYHA). O especialista explica que “o mavacamten é um inibidor da miosina” e “um fármaco revolucionário”, acrescentando que, nos casos acompanhados, tem-se observado “uma melhoria sintomática e do ecocardiograma e das análises que são, de facto, notáveis”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Continuando o seu raciocínio, Bruno Rocha salienta a elevada taxa de doentes com respostas completas e assintomáticos na prática diária, detalhando reduções drásticas nos biomarcadores analíticos. Segundo o cardiologista, os doentes apresentam “reduções do NT-proBNP de ordem dos 80-90%, o que é fantástico”. “E o ecocardiograma, às vezes, quase parece que o doente deixa de ter miocardiopatia hipertrófica. Portanto, é algo, de facto, muito satisfatório de ver”, acrescenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência da entrevista, Bruno Rocha relembra os casos clínicos que apresentou no simpósio “Mavacamten, a diferença que o médico vê, e que o doente sente”, para ilustrar o impacto do fármaco em diferentes idades, destacando o contraste entre o perfil de uma doente idosa e o de uma jovem que manifestou o desejo de ser mãe após melhorias, obrigando à suspensão da terapêutica por esta ser teratogénica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terminar, o cardiologista apresenta os dados globais do seu centro, com mais de 60 doentes medicados e cerca de 90% de respondedores, para enfatizar o alívio que os doentes sentem no quotidiano ao recuperarem a sua autonomia, concluindo de forma convicta: “Os doentes reportam uma melhoria fantástica ao ponto de poderem fazer tarefas, ter os seus <em>hobbies</em> e as suas paixões. O que eles me dizem é que ‘há dias em que eu não me lembro que tenho a doença’, algo que não costuma acontecer em quem tem miocardiopatia hipertrófica obstrutiva altamente sintomática e que acarreta um peso muito grande no dia a dia”.</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/inibicao-da-miosina-cardiaca-como-tratamento-da-miocardiopatia-hipertrofica-obstrutiva-o-impacto-real-na-vida-dos-doentes/220334/">Inibição da miosina cardíaca como tratamento da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva: o impacto real na vida dos doentes</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inibidor da miosina abre novas perspetivas no tratamento da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/inibidor-da-miosina-abre-novas-perspetivas-no-tratamento-da-miocardiopatia-hipertrofica-obstrutiva/220331/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:08:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mycardiologia.pt/?p=220331</guid>

					<description><![CDATA[<p>A introdução de uma nova classe farmacológica, através do primeiro inibidor da miosina cardíaca, está a transformar de forma significativa a abordagem terapêutica e o quotidiano dos doentes que vivem com miocardiopatia hipertrófica obstrutiva (MHO). Em declarações à News Farma, no âmbito da sua participação como palestrante no simpósio satélite patrocinado pela Bristol-Myers Squibb no [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/inibidor-da-miosina-abre-novas-perspetivas-no-tratamento-da-miocardiopatia-hipertrofica-obstrutiva/220331/">Inibidor da miosina abre novas perspetivas no tratamento da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A introdução de uma nova classe farmacológica, através do primeiro inibidor da miosina cardíaca, está a transformar de forma significativa a abordagem terapêutica e o quotidiano dos doentes que vivem com miocardiopatia hipertrófica obstrutiva (MHO). Em declarações à News Farma, no âmbito da sua participação como palestrante no simpósio satélite patrocinado pela Bristol-Myers Squibb no âmbito da Reunião Anual do Grupo de Estudo de Doenças do Miocárdio e do Pericárdio (GEDMP), <strong>Sílvia Aguiar Rosa</strong>, cardiologista da Unidade Local de Saúde de São José, partilhou a sua experiência clínica com esta nova terapêutica. Sob o mote da sua apresentação, “Dos ensaios clínicos à prática clínica”, a especialista analisou o impacto real desta inovação na capacidade funcional e no bem-estar dos doentes, sublinhando a importância crítica de uma monitorização rigorosa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sílvia Aguiar Rosa começou por destacar que “os resultados dos ensaios do mavacamten foram muito promissores”, apontando ainda que “aquilo que mais se destaca é que eles têm sido replicados na prática clínica, corroborado pelos múltiplos registos já publicados da utilização em mundo real do mavacamten”. Portanto, reiterou a médica, “o que sobressai é que, de facto, os ensaios clínicos são replicáveis na vida real e os resultados são sobreponíveis”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de benefícios do mavacamten, Sílvia Aguiar Rosa destacou “o benefício na capacidade funcional, que é não só reportado por aquilo que o doente documenta da sua capacidade no dia a dia e depois pela classificação da <em>New York Heart Association</em>, mas também por aquilo que é, efetivamente, objetivado no que diz respeito à capacidade funcional nas provas de esforço cardiorrespiratórias”. “Além disso, há uma importante melhoria da qualidade de vida dos doentes e, portanto, estes são os dois pontos-chave do efeito do medicamento, para já”, rematou a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Sílvia Aguiar Rosa, “é importante salientar que muitos dos doentes com miocardiopatia hipertrófica são jovens”, estando “numa fase muito ativa da vida, em que muitas vezes a doença tem um significativo impacto no seu dia a dia e na sua qualidade de vida”, bem como “na sua capacidade de resposta ao esforço”. Perante esta realidade, a introdução do mavacamten veio preencher uma lacuna terapêutica importante. “A larga maioria dos doentes reporta uma melhoria da sua capacidade funcional”, observou, acrescentando que, através do seguimento médico com exames objetivos, “verifica-se objetivamente uma melhoria da capacidade funcional destes doentes e da qualidade de vida”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cardiologista estabeleceu ainda um contraste claro com as terapêuticas utilizadas no passado: “Todos os fármacos que até agora tínhamos ao nosso dispor para tratar estes doentes não mostravam, na prova de esforço cardiorrespiratória, uma melhoria do consumo de O<sub>2</sub> no pico de esforço. E, de facto, o mavacamten mostra isso de forma muito consistente e isso é fundamental para estes doentes”. De uma forma geral, este ganho clínico “espelha-se na qualidade de vida e no bem-estar”, traduzindo-se em conquistas muito práticas, uma vez que os doentes “não só têm melhoria da capacidade ao esforço”, como “reportam menos episódios de angor”. “Portanto, tem, efetivamente, um benefício muito marcado nos doentes que respondem”, reforçou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos benefícios evidentes, no que diz respeito ao perfil de segurança do mavacamten, Sílvia Aguiar Rosa advertiu que “o efeito adverso mais frequente do fármaco é a redução da fração de ejeção e, portanto, estes doentes têm de ser monitorizados de forma muito próxima”. Para mitigar este risco, a prática médica baseia-se em protocolos bem estruturados: “existe um algoritmo que deve ser seguido de forma muito rigorosa no controlo ecocardiográfico”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A par do controlo da função cardíaca, a avaliação de potenciais interações medicamentosas assume um papel fulcral no plano de seguimento do doente. “É necessário fazer uma recolha detalhada dos fármacos que o doente está a tomar e também dos suplementos alimentares”, alertou a médica, partilhando um exemplo concreto da sua experiência em que houve registo de “um doente com disfunção sistólica por interação do mavacamten com um suplemento que estava a fazer”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em linha com anteriores considerações, Sílvia Aguiar Rosa incidiu na premissa de que o sucesso desta abordagem terapêutica depende de uma boa comunicação entre o médico e o doente, sendo vital “avisar os doentes da presença de interações e que em caso de iniciarem um novo fármaco devem avisar de imediato o seu cardiologista assistente.”. Para concluir, realçou que os doentes necessitam de estar devidamente “conscientes de que este fármaco obedece a um seguimento rigoroso”, de forma a garantir que todo o processo terapêutico seja adequadamente monitorizado pelas equipas médicas.</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/inibidor-da-miosina-abre-novas-perspetivas-no-tratamento-da-miocardiopatia-hipertrofica-obstrutiva/220331/">Inibidor da miosina abre novas perspetivas no tratamento da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mecanismo inovador dos inibidores da miosina cardíaca devolve esperança aos doentes com miocardiopatia hipertrófica obstrutiva</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/mecanismo-inovador-dos-inibidores-da-miosina-cardiaca-devolve-esperanca-aos-doentes-com-miocardiopatia-hipertrofica-obstrutiva/220328/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:06:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mycardiologia.pt/?p=220328</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nuno Cardim, coordenador do Serviço de Cardiologia do Hospital CUF Descobertas, moderou o simpósio satélite patrocinado pela Bristol-Myers Squibb, que decorreu na Reunião Anual do Grupo de Estudo de Doenças do Miocárdio e do Pericárdio (GEDMP). Em declarações à News Farma, o especialista analisa alguns dados científicos que sustentam a eficácia e a segurança dos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/mecanismo-inovador-dos-inibidores-da-miosina-cardiaca-devolve-esperanca-aos-doentes-com-miocardiopatia-hipertrofica-obstrutiva/220328/">Mecanismo inovador dos inibidores da miosina cardíaca devolve esperança aos doentes com miocardiopatia hipertrófica obstrutiva</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nuno Cardim</strong>, coordenador do Serviço de Cardiologia do Hospital CUF Descobertas, moderou o simpósio satélite patrocinado pela Bristol-Myers Squibb, que decorreu na Reunião Anual do Grupo de Estudo de Doenças do Miocárdio e do Pericárdio (GEDMP). Em declarações à News Farma, o especialista analisa alguns dados científicos que sustentam a eficácia e a segurança dos inibidores da miosina no tratamento da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva, sintetizando os pontos-chave da sua palestra. Confira o vídeo da entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Mecanismo inovador dos inibidores da miosina cardíaca devolveu esperança aos doentes com miocardiopatia hipertrófica obstrutiva" src="https://player.vimeo.com/video/1193572379?h=7e5039bef3&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nuno Cardim inicia a sua intervenção contextualizando que “a miocardiopatia hipertrófica é uma doença genética caraterizada por hipertrofia ventricular esquerda, não causada pelas condições de carga”. O especialista aponta que dois terços destes doentes desenvolvem a forma obstrutiva, sublinhando que “esses doentes com obstrução passam pior que os não obstrutivos” por terem mais sintomas, morbilidade e mortalidade. O médico relembra que, até há pouco tempo, o grande objetivo era acabar com a obstrução e que “os únicos tipos de tratamento que eram eficazes eram tratamentos invasivos: cirurgia ou ablação septal com álcool”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em linha com as anteriores considerações, Nuno Cardim aborda a mudança de paradigma trazida pelos inibidores da miosina cardíaca, “que são fármacos diretamente dirigidos à fisiopatologia da doença, portanto, diretamente dirigidos às ligações actina-miosina”. O moderador do simpósio “Mavacamten, a diferença que o médico vê, e que o doente sente” clarifica que, ao reduzir o número dessas ligações, estes novos fármacos “são extremamente eficazes” na redução da obstrução, além de terem um perfil de segurança favorável. “Portanto, transformam a miocardiopatia hipertrófica obstrutiva com muitos sintomas e pior prognóstico em miocardiopatia hipertrófica não obstrutiva”, remata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ponto seguinte, Nuno Cardim destaca a rapidez dos resultados observados na investigação clínica em que esteve envolvido. “O mavacamten foi o primeiro inibidor da miosina desenvolvido. Um estudo <em>landmark</em>, no qual eu tive a oportunidade de participar, que foi o EXPLORER – e incluímos doentes de Portugal – foi espetacular ver que os doentes que estavam a fazer mavacamten, estavam muito sintomáticos; passado 15 dias deixavam de estar sintomáticos”, relata. O especialista fala ainda do perfil de segurança do fármaco, com o qual “tem que se vigiar a função ventricular esquerda, a fração de ejeção, nos ecocardiogramas”. E reforça que a existência de alternativas não invasivas trouxe “uma luzinha de esperança para estes doentes graças ao mavacamten”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nuno Cardim conclui demonstrando que o benefício de mavacamten vai além do alívio dos sintomas: “[nos estudos que] usam ressonância magnética cardíaca, que é muito exato, o que se tem mostrado é que estes medicamentos parecem induzir remodelação reversa na miocardiopatia hipertrófica. Diminuem a espessura do músculo cardíaco, diminuem também a aurícula, melhoram a função diastólica e não aumentam a fibrose miocárdica”. De acordo com o especialista, “além dos efeitos nos sintomas e na redução da obstrução”, esta classe farmacológica “melhora a função cardíaca e a morfologia cardíaca” já alterada nestes doentes.</p>
<p>The post <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/mecanismo-inovador-dos-inibidores-da-miosina-cardiaca-devolve-esperanca-aos-doentes-com-miocardiopatia-hipertrofica-obstrutiva/220328/">Mecanismo inovador dos inibidores da miosina cardíaca devolve esperança aos doentes com miocardiopatia hipertrófica obstrutiva</a> appeared first on <a href="https://mycardiologia.pt">My Cardiologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
