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	<title>My Cardiologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Cardiologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças cardiovasculares</description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Aug 2026 11:28:07 +0000</lastBuildDate>
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	<title>My Cardiologia</title>
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		<title>X Bienal de Cardiologia da Ilha Terceira acontece em setembro</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/eventos/x-bienal-de-cardiologia-da-ilha-terceira-acontece-em-setembro/220498/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 11:28:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A X Bienal de Cardiologia da Ilha Terceira realiza-se entre 10 e 12 de setembro, no Terceira Mar Hotel, reunindo especialistas de diferentes instituições nacionais para debater os mais recentes avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares. Sob a presidência de Vergílio Schneider, cardiologista do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A X Bienal de Cardiologia da Ilha Terceira realiza-se entre 10 e 12 de setembro, no Terceira Mar Hotel, reunindo especialistas de diferentes instituições nacionais para debater os mais recentes avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a presidência de Vergílio Schneider, cardiologista do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, o encontro apresenta um programa centrado na aplicação das mais recentes recomendações internacionais à prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hipertensão arterial, a dislipidemia, a amiloidose cardíaca, as doenças do miocárdio, a eletrofisiologia, a hipertensão pulmonar e a insuficiência cardíaca estarão entre os temas em destaque, a par da utilização de novas tecnologias, monitorização remota e inovação em dispositivos cardíacos. O programa inclui ainda conferências dedicadas ao impacto do tabagismo na saúde cardiovascular, ao enfarte do miocárdio nos Açores e aos desafios do transporte do doente crítico numa região insular. A reunião integra também vários simpósios científicos promovidos pela indústria farmacêutica e de dispositivos médicos, reforçando o foco na atualização científica e na partilha de experiência clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://spc.pt/evento/x-bienal-de-cardiologia-da-ilha-terceira/">aqui</a>.</p>
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		<title>Lp(a) elevada pode revelar risco cardiovascular oculto, sobretudo em mulheres e jovens</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/atualidade/lpa-elevada-pode-revelar-risco-cardiovascular-oculto-sobretudo-em-mulheres-e-jovens/220495/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 11:06:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), publicado na Revista Portuguesa de Cardiologia, reforça o papel da lipoproteína(a) [Lp(a)] como fator de risco cardiovascular independente e defende a sua medição pelo menos uma vez na vida. A investigação, realizada em doentes internados por síndrome coronária aguda, revelou que cerca de 39% [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), publicado na <em>Revista Portuguesa de Cardiologia</em>, reforça o papel da lipoproteína(a) [Lp(a)] como fator de risco cardiovascular independente e defende a sua medição pelo menos uma vez na vida. A investigação, realizada em doentes internados por síndrome coronária aguda, revelou que cerca de 39% apresentavam níveis de Lp(a) superiores a 100 nmol/L e um em cada cinco ultrapassava os 175 nmol/L.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados evidenciam uma associação particularmente forte entre níveis elevados de Lp(a) e síndrome coronária aguda nas mulheres e nos indivíduos mais jovens. Para o cardiologista Ricardo Fontes-Carvalho, professor da FMUP e um dos autores do estudo, estes dados sugerem que este marcador poderá contribuir para identificar mulheres aparentemente saudáveis, mas geneticamente predispostas a enfarte ou outros eventos cardiovasculares, permitindo uma prevenção mais precoce e personalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação demonstrou ainda que esta associação se mantém independentemente de fatores de risco tradicionais, como colesterol LDL, diabetes, hipertensão arterial ou tabagismo. Os autores verificaram igualmente que os níveis de Lp(a) não se correlacionam com outros parâmetros lipídicos, reforçando o seu valor como marcador autónomo de risco. Determinada sobretudo pela genética e estável ao longo da vida, a Lp(a) permanece fora das análises de rotina, apesar das recomendações internacionais defenderem a sua avaliação universal numa única medição.</p>
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		<item>
		<title>Desnervação renal: cardiologistas definem critérios nacionais para seleção de doentes</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/atualidade/desnervacao-renal-cardiologistas-definem-criterios-nacionais-para-selecao-de-doentes/220493/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 11:04:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), em parceria com a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), publicou o primeiro consenso nacional sobre a utilização da desnervação renal no tratamento da hipertensão arterial de difícil controlo. O documento, divulgado na Revista Portuguesa de Cardiologia, pretende harmonizar a prática clínica em Portugal, definindo critérios de seleção de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), em parceria com a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), publicou o primeiro consenso nacional sobre a utilização da desnervação renal no tratamento da hipertensão arterial de difícil controlo. O documento, divulgado na <em>Revista Portuguesa de Cardiologia</em>, pretende harmonizar a prática clínica em Portugal, definindo critérios de seleção de doentes, protocolos de atuação e recomendações baseadas na evidência científica mais recente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a presidente da APIC, Joana Delgado Silva, a desnervação renal constitui uma das mais relevantes inovações terapêuticas na abordagem da hipertensão arterial, tornando essencial a existência de orientações nacionais que assegurem uma utilização criteriosa, segura e uniforme da técnica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consenso sublinha que a decisão de realizar o procedimento deve resultar de uma avaliação multidisciplinar, envolvendo Cardiologia Clínica, Cardiologia de Intervenção e outras especialidades dedicadas ao tratamento da hipertensão arterial. De acordo com o documento, a desnervação renal pode proporcionar reduções sustentadas da pressão arterial através de sistemas de radiofrequência ou de ultrassons, mantendo um perfil de segurança consistente quando aplicada em doentes criteriosamente selecionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As recomendações definem ainda os requisitos organizacionais dos centros que realizam o procedimento, os elementos essenciais da avaliação pré e peri-procedimento e um plano estruturado de seguimento, baseado em medições da pressão arterial em consulta, no domicílio e por monitorização ambulatória, permitindo otimizar a terapêutica anti-hipertensora. O documento refere igualmente que a técnica já se encontra disponível em vários centros portugueses com equipas diferenciadas de Cardiologia de Intervenção, em articulação com outras especialidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento está disponível para consulta <a href="https://www.revportcardiol.org/pt-an-expert-consensus-statement-on-articulo-S0870255126002040?referer=buscador">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dislipidemia: identificar precocemente, referenciar adequadamente e tratar até ao alvo</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/dislipidemia-identificar-precocemente-referenciar-adequadamente-e-tratar-ate-ao-alvo/220488/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 09:18:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de os alvos de colesterol LDL estarem claramente definidos nas recomendações internacionais, a implementação efetiva da estratégia treat-to-target continua a falhar com frequência na prática clínica diária. Isabel Palma, endocrinologista na Unidade Local de Saúde Santo António (Porto), reflete de forma breve sobre como um pequeno RNA de interferência com regime de administração semestral [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Apesar de os alvos de colesterol LDL estarem claramente definidos nas recomendações internacionais, a implementação efetiva da estratégia <em>treat-to-target</em> continua a falhar com frequência na prática clínica diária. <strong>Isabel Palma</strong>, endocrinologista na Unidade Local de Saúde Santo António (Porto), reflete de forma breve sobre como um pequeno RNA de interferência com regime de administração semestral pode ajudar a ultrapassar os desafios da adesão à terapêutica e a assegurar o cumprimento sustentado das metas lipídicas (<em>treat-to-target</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | A implementação do <em>treat-to-target</em> continua aquém do necessário. Na sua perspetiva, que papel podem desempenhar terapêuticas como inclisiran para ajudar a mudar esta realidade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Isabel Palma (IP) |</strong> Apesar de o conceito de <em>treat-to-target</em> estar bem estabelecido nas recomendações internacionais e de os alvos lipídicos se encontrarem claramente definidos, a estratégia de &#8220;ajustar a terapêutica até atingir o alvo&#8221; continua a falhar com frequência na prática clínica. Como demonstrado nos estudos LATINO, DA VINCI e SANTORINI, uma proporção significativa de doentes permanece sem atingir os objetivos terapêuticos recomendados para o C-LDL.<sup>1-3</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O inclisiran é um pequeno RNA de interferência de cadeia dupla, conjugado na cadeia <em>sense</em> com um resíduo terminal de N-acetilgalactosamina, o que facilita a sua captação seletiva pelos hepatócitos. No interior destas células promove a degradação do RNA mensageiro da PCSK9. Consequentemente, diminui a PCSK9 e aumenta a reciclagem e a expressão dos recetores do LDL na superfície dos hepatócitos, potenciando a captação do C-LDL e reduzindo de forma significativa os seus níveis plasmáticos.<sup>4</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">A eficácia e a segurança do inclisiran foram demonstradas no programa ORION, que incluiu doentes com DCVA estabelecida, doentes com risco CV equivalente ao de doença CV estabelecida e doentes com hipercolesterolemia familiar. Aproximadamente 17% dos participantes apresentavam intolerância às estatinas. Todos os doentes estavam sob terapêutica com a dose máxima tolerada de estatina, isoladamente ou em associação com outras terapêuticas hipolipemiantes, mas mantinham níveis do C-LDL acima dos objetivos recomendados.<sup>4-6</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos doentes tratados com inclisiran, observou-se uma redução do C-LDL de aproximadamente 50-55% aos 90 dias, efeito que se manteve consistente ao longo do seguimento.<sup>4,5,7</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos estudos de vida real de que já dispomos, como o CHOLINET, verificamos reduções do C-LDL de aproximadamente 60% aos 9 meses nos doentes sob terapêutica estatina±ezetimiba, efeito que também se manteve consistente ao longo do seguimento e boa adesão terapêutica ao inclisiran por parte dos doentes.<sup>8</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da sua eficácia, o inclisiran apresenta vantagens relevantes na prática clínica. O regime posológico semestral*, em vez de administração diária, facilita a sua integração em consultas programadas de prevenção CV, permitindo um acompanhamento mais estruturado e contribuindo para uma melhor adesão terapêutica. Além disso, a redução sustentada do C-LDL facilita o cumprimento dos objetivos lipídicos recomendados pelas <em>guidelines</em>, sobretudo em doentes com:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Risco CV muito elevado;</li>



<li>Intolerância ou baixa adesão às estatinas;</li>



<li>Valores do C-LDL persistentemente acima do alvo, apesar de terapêutica otimizada.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, o inclisiran representa uma evolução significativa na gestão da DCVA, ao combinar uma redução robusta e sustentada do C-LDL com um regime de administração semestral. Estas características potenciam a adesão terapêutica e a implementação consistente do tratamento, aumentando a probabilidade de atingir e manter os objetivos lipídicos e, consequentemente, reduzir o risco CV a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">*Na fase de manutenção. Após a primeira administração, Leqvio® é administrado ao fim de 3 meses e, posteriormente, a cada 6 meses.<sup>10</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FA-11729860 B 06/2026</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Consulte o IEC de Leqvio® <a href="https://www.pro.novartis.com/pt-pt/leqvio-iec?hash=539f55050eaaceb64539aa26908f658438a454c823e10ae8ffcbcfe2faccdf66"><strong>aqui</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Sob licença da Anylam Pharmaceuticals.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abreviaturas:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">CV: cardiovascular; C-LDL: colesterol de lipoproteínas de baixa densidade; DCVA: doença cardiovascular aterosclerótica; iPCSK9: inibidor da pró-proteína convertase subtilisina/kexina tipo 9; RNA: <em>ribonucleic acid</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências Bibliográficas:</strong></p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li>Ray KK, et al. EU-Wide Cross-Sectional Observational Study of Lipid-Modifying Therapy Use in Secondary and Primary Care: the DA VINCI study. Eur J Prev Cardiol. 2021;28:1279-1289.</li>



<li>Ray KK, et al. Treatment gaps in the implementation of LDL cholesterol control among high- and very high-risk patients in Europe between 2020 and 2021: the multinational observational SANTORINI study. Lancet Reg Health Eur. 2023 Apr 5;29:100624.</li>



<li>Gaviña C, et al. Cardiovascular Risk Profile and Lipid Management in the Population-Based Cohort Study LATINO: 20 Years of Real-World Data. J Clin Med. 2022 Nov 18;11(22):6825.</li>



<li>Resumo das Características do Medicamento LEQVIO® (inclisiran), última revisão 07/2025.</li>



<li>Ray KK, et al. Two Phase 3 Trials of Inclisiran in Patients with Elevated LDL Cholesterol. N Engl J Med. 2020 Apr 16;382(16):1507-1519.</li>



<li>Wright RS, et al. Pooled safety and efficacy of inclisiran in patients with statin intolerance (ORION-10 and ORION-11), European Heart Journal, Volume 41, Issue Supplement_2, November 2020, ehaa946.3009.</li>



<li>Wright RS, et al. Inclisiran administration potently and durably lowers LDL-C over an extended-term follow-up: the ORION-8 trial. Cardiovasc Res. 2024 Oct 14;120(12):1400-1410.</li>



<li>Gargiulo P, et al. Real-World Efficacy and Safety of Inclisiran: A Single-Country, Multicenter, Observational Study (CHOLINET Registry). J Am Coll Cardiol. 2025 Feb 11;85(5):536-540.</li>
</ol>
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			</item>
		<item>
		<title>Via Verde de Choque Cardiogénico entra em funcionamento na Região Centro</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/atualidade/via-verde-de-choque-cardiogenico-entra-em-funcionamento-na-regiao-centro/220454/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 13:07:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra colocou em funcionamento a Via Verde de Choque Cardiogénico, assumindo-se como “centro de referência da Região Centro” para a abordagem desta emergência cardiovascular, associada a uma mortalidade que pode ultrapassar os 50%. A iniciativa integra o projeto-piloto nacional coordenado pela Direção-Geral da Saúde, atualmente também implementado nas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra colocou em funcionamento a Via Verde de Choque Cardiogénico, assumindo-se como “centro de referência da Região Centro” para a abordagem desta emergência cardiovascular, associada a uma mortalidade que pode ultrapassar os 50%. A iniciativa integra o projeto-piloto nacional coordenado pela Direção-Geral da Saúde, atualmente também implementado nas ULS de São João e de São José, com o objetivo de uniformizar e acelerar a resposta aos doentes mais graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto hub regional, a ULS de Coimbra articula-se com as unidades hospitalares de Aveiro, Leiria, Viseu e Figueira da Foz, que funcionam como <em>spokes</em>, assegurando referenciação precoce, comunicação direta entre equipas e transporte inter-hospitalar célere. O modelo envolve Cardiologia, Medicina Intensiva e Cirurgia Cardíaca, entre outras especialidades, permitindo o acesso rápido a suporte circulatório mecânico avançado e outras terapêuticas diferenciadas quando indicadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o diretor do Serviço de Cardiologia, Lino Gonçalves, esta organização garante que qualquer doente identificado na rede beneficie, sem demora, dos cuidados mais diferenciados. Para o presidente do Conselho de Administração da ULS de Coimbra, Francisco Maio Matos, o objetivo é reduzir a mortalidade e assegurar equidade no acesso às melhores opções terapêuticas, independentemente da localização geográfica do doente.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>&#8220;A verdadeira revolução é a forma de pensar a Cardiologia&#8221;</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/entrevistas/a-verdadeira-revolucao-e-a-forma-de-pensar-a-cardiologia/220449/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 11:41:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas 16.ªs Challenges in Cardiology, a inovação não assenta na apresentação de novas evidências, mas na forma como estas são integradas na prática clínica. O presidente do encontro, o cardiologista João Morais, explica que o conceito de &#8220;revolução cardio&#8221; pretende desafiar os profissionais a reorganizar o pensamento sobre temas centrais da Medicina Cardiovascular. Veja a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nas 16.ªs <em>Challenges in Cardiology</em>, a inovação não assenta na apresentação de novas evidências, mas na forma como estas são integradas na prática clínica. O presidente do encontro, o cardiologista <strong>João Morais</strong>, explica que o conceito de &#8220;revolução cardio&#8221; pretende desafiar os profissionais a reorganizar o pensamento sobre temas centrais da Medicina Cardiovascular. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="JOÃO MORAIS (3)" src="https://player.vimeo.com/video/1208762679?h=ce45d6f885&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O objetivo não é trazer grandes novidades científicas, mas promover novas formas de olhar para problemas que já conhecemos&#8221;, afirma. Obesidade, vacinação na doença cardiovascular e outros temas transversais foram abordados de forma estruturada por especialistas reconhecidos, incentivando uma reflexão crítica sobre a prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dos pilares das jornadas continua a ser a apresentação de casos clínicos, introduzida durante a pandemia de COVID-19. A diversidade é assumida como uma mais-valia, reunindo situações relacionadas com Cardio-Oncologia, infeções ou síndrome coronária aguda. Mais do que relatar casos invulgares, cada apresentação termina com mensagens práticas para a atividade assistencial, incluindo erros, dificuldades e aprendizagens. Posteriormente, os casos ficam disponíveis na plataforma do congresso, constituindo um recurso de consulta e formação contínua para a comunidade cardiovascular.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>VII Reunião Anual do Núcleo de Estudos de Insuficiência Cardíaca</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/eventos/vii-reuniao-anual-do-nucleo-de-estudos-de-insuficiencia-cardiaca/220445/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 10:40:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mycardiologia.pt/?p=220445</guid>

					<description><![CDATA[<p>A abordagem da insuficiência cardíaca (IC) está no centro da VII Reunião Anual do Núcleo de Estudos de Insuficiência Cardíaca, que se realiza no dia 26 de setembro, no Hotel Meliá, em Aveiro. &#160;Sob o tema “Da clínica ao digital: novos canais na insuficiência cardíaca”, o encontro destaca as novas&#160;guidelines&#160;europeias, o diagnóstico e a gestão do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A abordagem da insuficiência cardíaca (IC) está no centro da VII Reunião Anual do Núcleo de Estudos de Insuficiência Cardíaca, que se realiza no dia 26 de setembro, no Hotel Meliá, em Aveiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Sob o tema “Da clínica ao digital: novos canais na insuficiência cardíaca”, o encontro destaca as novas&nbsp;<em>guidelines</em>&nbsp;europeias, o diagnóstico e a gestão do doente complexo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nutrição, exercício físico, inteligência artificial e miocardiopatia amiloide compõem o programa científico. A discussão abrange ainda a obesidade, a síndrome cardio-reno-metabólica e aspetos fundamentais para a qualidade de vida do doente, como a fragilidade e os autocuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consulte mais informações e realize a sua inscrição através do&nbsp;<a href="https://www.admedic.pt/eventos/vii-reuniao-anual-do-nucleo-de-estudos-de-insuficiencia-cardiaca.html"><em>link</em></a>.</p>
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		<title>Doenças autoimunes quase duplicaram em 30 anos e continuam a aumentar a nível global </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 10:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo internacional recente, publicado na revista Medicine, revela que a prevalência global das doenças autoimunes quase duplicou entre 1990 e 2021, evidenciando um crescimento significativo deste grupo de patologias ao longo das últimas três décadas. Baseado em dados do Global Burden of Diseases 2021, o trabalho analisou várias doenças autoimunes de elevado impacto avaliando [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo internacional recente, publicado na revista <em>Medicine</em>, revela que a prevalência global das doenças autoimunes quase duplicou entre 1990 e 2021, evidenciando um crescimento significativo deste grupo de patologias ao longo das últimas três décadas. Baseado em dados do <em>Global Burden of Diseases 2021</em>, o trabalho analisou várias doenças autoimunes de elevado impacto avaliando tendências por idade, sexo e região geográfica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que, apesar de algumas doenças apresentarem uma tendência de diminuição, como a doença inflamatória intestinal, a esclerose múltipla e a psoríase, outras continuam a crescer, com destaque para a diabetes tipo 1, cuja prevalência tem vindo a aumentar de forma consistente. Outras doenças mantêm tendências estáveis, como a alopecia areata, cardiopatia reumática e artrite reumatoide.&nbsp; No geral, a carga destas doenças mantém-se elevada, refletindo o seu impacto clínico, social e económico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo evidencia ainda diferenças marcadas ao longo do ciclo de vida. A prevalência das doenças autoimunes é mais baixa na infância, aumentando de forma significativa nos adultos jovens e de meia-idade. Paralelamente, observa-se uma maior incidência no sexo feminino, um padrão já descrito na literatura e que poderá estar relacionado com fatores hormonais, embora os mecanismos exatos permaneçam pouco esclarecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As projeções dos investigadores indicam que a prevalência global continuará a aumentar até cerca de 2032, seguindo-se uma fase de abrandamento progressivo até 2050. Ainda assim, o envelhecimento populacional poderá manter elevada a carga total destas doenças nos sistemas de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12795021/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Inteligência artificial na Cardiologia: Casos práticos de envolvimento do doente e Medicina personalizada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:16:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Daiichi Sankyo promoveu, a 25 de abril, uma Open Talk no âmbito do Congresso Português de Cardiologia 2026 (CPC 2026), realizado no Porto. Intitulada “Use Cases: AI for Patient Engagement &#38; Personalized Medicine”, a sessão contou com a apresentação do Dr. Fernando Montenegro Sá, cardiologista na Unidade Local de Saúde de Matosinhos e mestre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Daiichi Sankyo promoveu, a 25 de abril, uma Open Talk no âmbito do Congresso Português de Cardiologia 2026 (CPC 2026), realizado no Porto. Intitulada <em>“Use Cases: AI for Patient Engagement &amp; Personalized Medicine”</em>, a sessão contou com a apresentação do <strong>Dr. Fernando Montenegro Sá</strong>, cardiologista na Unidade Local de Saúde de Matosinhos e mestre em Informática Médica, que partilhou a sua experiência com soluções de inteligência artificial (IA) e de saúde digital na prática clínica quotidiana. A mensagem foi clara: mais do que uma promessa futura, a IA é já uma ferramenta concreta para melhorar a eficiência clínica, personalizar cuidados e libertar tempo para a relação médico-doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Afogamo-nos em dados, mas sem tempo para os usar”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os profissionais de saúde dedicam uma fração crescente do seu tempo a tarefas administrativas e de registo, em detrimento da interação com o doente. Para o Dr. Fernando Montenegro Sá, a IA não é um substituto do clínico, mas um multiplicador capaz de devolver tempo à consulta, personalizar o acompanhamento e suportar decisões baseadas em dados. O paradigma que propõe é direto: “quero, logo [IA] faz”, refletindo a crescente disponibilidade de soluções que apoiam tarefas clínicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como sinal desta tendência, o orador referiu o exemplo do lançamento do ChatGPT Health (OpenAI), sem fins de diagnóstico ou tratamento, mas ilustrando a evolução das necessidades dos utilizadores, centradas sobretudo no controlo de doenças crónicas, sono, peso e desempenho físico. Este tipo de soluções antecipa uma mudança no perfil dos doentes que chegam à consulta: mais informados, mais exigentes e com acesso a ferramentas de saúde digital cada vez mais sofisticadas. No domínio da formação médica, deu o exemplo da Doctopedia XR, plataforma de treino em realidade aumentada disponível para dispositivos Meta Quest, que permite simular procedimentos como ecocardiografia e coronariografia num ambiente virtual imersivo. O foco da sessão centrou-se, contudo, no que está disponível e utilizável no dia a dia, reforçando que o valor da IA depende da sua integração nos fluxos de trabalho clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Casos clínicos: “Monitorizou, alertou e interveio antes da crise”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicabilidade clínica da IA foi ilustrada pelo cardiologista através de vários casos, com ênfase na monitorização remota e na intervenção precoce. Num primeiro exemplo, um doente com fibrilhação auricular (FA) paroxística e baixa adesão terapêutica, raramente contactava o sistema de saúde entre consultas. A utilização de uma aplicação de monitorização do ritmo cardíaco permitiu o diagnóstico em ambulatório, com envio automático de alerta ao médico e o ajuste terapêutico sem necessidade de deslocação ao hospital. Para este caso, o orador apresentou dois tipos de solução baseadas em fotopletismografia, com exemplos do próprio: os chamados <em>wearables</em>, como <em>smartwatches</em> com validação para diagnóstico de FA (ex.: Apple, Google, Samsung, Huawei, Withings ou Garmin), alguns com capacidade de registo de ECG de uma derivação e notificação automática; e aplicações móveis, como o FibriCheck (Qompium), que analisa através da câmara o ritmo cardíaco, utilizando um algoritmo clinicamente validado, uma interface dedicada ao profissional de saúde com potencial aplicação em rastreio de FA de alto risco e monitorização em diferentes contextos clínicos.<sup>1,2</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Num segundo caso clínico, aplicou-se a IA à estratificação de risco em doentes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção idêntica, demonstrando que podem seguir trajetórias terapêuticas completamente distintas quando algoritmos de aprendizagem automática integram dados de imagem cardíaca avançada, biomarcadores séricos e comorbilidades.<sup>3,4</sup> Modelos de enfermaria virtual, como a enfermaria virtual de Liverpool, com monitorização contínua e intervenção precoce, demonstraram que a gestão domiciliária da insuficiência cardíaca aguda é custo-efetiva face ao internamento convencional, com potencial redução de internamentos e recurso ao serviço de urgência.<sup>5</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro exemplo abordou a sobrecarga de notificações geradas por registadores de eventos implantáveis, um problema reconhecido em eletrofisiologia. A utilização de algoritmos de filtragem de alertas permitiu descartar até 66% de falsos positivos sem perda de informação relevante.<sup>6</sup> “Poupo horas de trabalho e aumento o tempo para o que realmente importa”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, no último caso, destacou o envolvimento ativo do doente como elemento central da transformação digital. Um doente com doença coronária estável e FA, utiliza uma aplicação com <em>chatbot</em> clínico que combina lembretes de medicação, literacia em saúde e alertas de risco personalizados. Este modelo encontra suporte no estudo mAFA-II, cuja extensão seguiu 2473 doentes com FA confirmada durante um ano, dos quais 1261 usavam uma aplicação para <em>smartphone</em> e/ou <em>smartwatch</em> que integrava dados de frequência cardíaca, carga de FA, pressão arterial e monitorização da anticoagulação.<sup>7</sup> Nesta extensão, observou-se no braço de intervenção um menor risco do <em>outcome</em> composto de AVC isquémico/tromboembolismo sistémico, morte e re-hospitalização. A partir de múltiplos estudos, incluindo mAFA, uma metanálise de estudos que incluíram doentes que aderiram ao ABC Pathway (<em>Avoid stroke with anticoagulation</em>; <em>Better symptom control</em>; <em>Comorbidity and risk factor management</em>) face aos cuidados habituais sugeriram redução de:<sup>8,9</sup></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>58% na mortalidade por todas as causas (OR: 0,42; IC 95%: 0,31–0,56)</li>



<li>63% na mortalidade cardiovascular (OR: 0,37; IC 95%: 0,23–0,58)</li>



<li>45% no risco de AVC isquémico (OR: 0,55; IC 95%: 0,37–0,82)</li>



<li>31% no risco de hemorragia major (OR: 0,69; IC 95%: 0,51–0,94)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A prática clínica já mudou”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O orador sistematizou as ferramentas que integra na prática quotidiana, organizadas por destinatário. Para o clínico: modelos de linguagem de grande dimensão para pesquisa e síntese de informação; deu como exemplos Gamma App (Gamma Tech) ou Microsoft Co-Pilot (Microsoft) para criação de apresentações; Medgical, um sistema de registo automatizado de consultas; e PMcardio (Powerful Medical) para análise assistida de ECG. Para o doente: <em>smartwatch</em> para monitorização de arritmias; FibriCheck (Qompium), uma solução também para doentes sem <em>smartwatch</em>; e HiDoc (Daiichi Sankyo), avatar virtual para esclarecimento de dúvidas sobre o edoxabano e potenciais interações medicamentosas. O algoritmo Queen of Hearts (PMcardio, Powerful Medical) para deteção de enfarte agudo do miocárdio mereceu destaque particular.<sup>10 </sup>Estudos recentes sugerem que estes modelos podem atingir sensibilidade diagnóstica potencialmente superior à interpretação humana em contextos específicos, como após paragem cardíaca, embora possa haver perda de especificidade com a sensibilidade e a sua utilização deva ser integrada na avaliação clínica global.<sup>11</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dr. Fernando Montenegro Sá reconheceu, porém, que a adoção de soluções de IA apresenta limitações: o seu custo para o doente, a necessidade de literacia digital e a adequação preferencial a populações urbanas e motivadas são condicionantes reais. São também soluções que ainda levantam questões relacionadas com a proteção de dados clínicos e sigilo médico. “A IA não substituirá os cardiologistas”, porque, segundo o orador, não realiza procedimentos, “não vai administrar fármacos”, nem decide de forma autónoma; contudo redistribui o trabalho clínico, transferindo o clínico das tarefas repetitivas para a decisão e para o doente. “Os cardiologistas que usarem IA vão progressivamente substituir os que não usam”, vaticinou o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abreviaturas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AVC: </strong>acidente vascular cerebral;<strong> ECG: </strong>eletrocardiograma; <strong>FA: </strong>fibrilhação auricular;<strong> IA: </strong>inteligência artificial;<strong> IC: </strong>intervalo de confiança;<strong> OR: </strong>odds ratio</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>1. </strong>Sollee J, Cheema B, Slotwiner D, Volodarskiy A, Desteghe L, Buyck C, et al. Fibricheck detection capabilities for atrial fibrillation (FDA-AF): a multicenter validation study. NPJ Digit Med. 2025 Nov 20;8(1):704. doi: 10.1038/s41746-025-02059-2; <strong>2.</strong> Guo Y, Wang H, Zhang H, Liu T, Liang Z, Xia Y, et al. Mobile Photoplethysmographic Technology to Detect Atrial Fibrillation. J Am Coll Cardiol. 2019 Nov 12;74(19):2365-2375. doi: 10.1016/j.jacc.2019.08.019; <strong>3.</strong> Gautam N, Ghanta SN, Clausen A, Saluja P, Sivakumar K, Dhar G, Chang Q, DeMazumder D, Rabbat MG, Greene SJ, Fudim M, Al&#8217;Aref SJ. Contemporary Applications of Machine Learning for Device Therapy in Heart&nbsp;Failure. JACC Heart Fail. 2022 Sep;10(9):603-622. doi: 10.1016/j.jchf.2022.06.011; <strong>4.</strong> Zhang C, Yang Z, Tang YD. Integrating multimodal intelligence in heart failure: AI-driven risk prediction, precision diagnosis, phenotyping, personalized treatment, and prognosis. Chin Med J (Engl). 2026 Mar 5;139(5):672-688. doi: 10.1097/CM9.0000000000004000; <strong>5.</strong> Rasoul D, Chattopadhyay I, Mayer T, West J, Stollar H, Black C, et al. Economic evaluation of the Liverpool heart failure virtual ward model. Eur Heart J Qual Care Clin Outcomes. 2025 Mar 3;11(2):197-205. doi: 10.1093/ehjqcco/qcae095; <strong>6.</strong> Mittal S, Oliveros S, Li J, Barroyer T, Henry C, Gardella C. AI Filter Improves Positive Predictive Value of Atrial Fibrillation Detection by an Implantable Loop Recorder. JACC Clin Electrophysiol. 2021 Aug;7(8):965-975. doi: 10.1016/j.jacep.2020.12.006; <strong>7.</strong> Guo Y, Guo J, Shi X, Yao Y, Sun Y, Xia Y, et al. Mobile health technology-supported atrial fibrillation screening and integrated care: A report from the mAFA-II trial Long-term Extension Cohort. Eur J Intern Med. 2020 Dec;82:105-111. doi: 10.1016/j.ejim.2020.09.024; <strong>8.</strong> Lip GYH. The ABC pathway: an integrated approach to improve AF management. Nat Rev Cardiol. 2017 Nov;14(11):627-628. doi: 10.1038/nrcardio.2017.153; <strong>9.</strong> Romiti GF, Pastori D, Rivera-Caravaca JM, Ding WY, Gue YX, Menichelli D, et al. Adherence to the &#8216;Atrial Fibrillation Better Care&#8217; Pathway in Patients with Atrial Fibrillation: Impact on Clinical Outcomes-A Systematic Review and Meta-Analysis of 285,000 Patients. Thromb Haemost. 2022 Mar;122(3):406-414. doi: 10.1055/a-1515-9630; <strong>10.</strong> Carvalho PEP, Belzer W, Pollmann DL, Helseth HC, Traverse JH, Herman R, et al. AI-Enhanced Electrocardiogram for Detection of Occlusive Myocardial Infarction in High-Risk Non-ST-Segment Elevation Acute Coronary Syndrome. JACC Adv. 2026 Apr;5(4):102663. doi: 10.1016/j.jacadv.2026.102663; <strong>11.</strong> Silwanis C, Eder J, Fellner A, Nahler A, Groche M, Blessberger H, et al. Artificial intelligence versus human expertise: ECG-based detection of occlusive myocardial infarction after cardiac arrest. Resuscitation. 2026 Jan;218:110905. doi: 10.1016/j.resuscitation.2025.</p>
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		<title>Força muscular simples pode antecipar risco cardiovascular</title>
		<link>https://mycardiologia.pt/atualidade/forca-muscular-simples-pode-antecipar-risco-cardiovascular/220393/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:15:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A força muscular avaliada através de testes simples e de baixo custo poderá ajudar a prever o risco futuro de doença cardiovascular e diabetes tipo 2, segundo uma meta-análise de 94 estudos publicada no British Journal of Sports Medicine. O estudo reforça o valor clínico da aptidão muscular como biomarcador funcional de saúde a longo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A força muscular avaliada através de testes simples e de baixo custo poderá ajudar a prever o risco futuro de doença cardiovascular e diabetes tipo 2, segundo uma meta-análise de 94 estudos publicada no <em>British Journal of Sports Medicine</em>. O estudo reforça o valor clínico da aptidão muscular como biomarcador funcional de saúde a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os métodos analisados destacam-se a força de preensão manual, medida com dinamómetro, e o teste de levantar e sentar de uma cadeira cinco vezes consecutivas. De acordo com os investigadores, desempenhos inferiores nestas provas associam-se a maior probabilidade de desenvolver várias patologias crónicas ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da doença cardiovascular e diabetes tipo 2, os autores identificaram relações entre menor força muscular e risco acrescido de declínio cognitivo, depressão, incapacidade funcional e doenças neurodegenerativas, como demência e doença de Parkinson.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores sublinham que a principal vantagem destes testes reside na rapidez de execução, simplicidade operacional e reduzido custo, o que facilita a sua integração em cuidados de saúde primários, consultas hospitalares e programas comunitários de prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática clínica, estes instrumentos poderão apoiar a estratificação precoce de risco cardiometabólico e orientar intervenções dirigidas, nomeadamente prescrição de exercício físico, treino de força e promoção de estilos de vida saudáveis.</p>
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